BACURAU
Filme nacional que venceu o Prêmio do Júri no último Festival de Cannes, considerado uma verdadeira obra-prima por vários críticos que chegaram a compará-lo com o estilo do famoso ci­neasta Tarantino. Uma história aparentemente confusa cuja se desenrola numa pequena cidade do sertão nordestino chamada Bacurau. Apesar de pequena, a comunidade do local é unida e ali vive tranquilamente, mesmo enfrentando o descaso da pre­feitura pelos problemas da cidade. Mas, esta vida sossegada vai tomar novos rumos após a morte de Dona Carmelita aos 94 anos, que era muito estimada no lugarejo. Também surgem drones sobrevoando a região, estrangeiros chegando ao luga­rejo, carros levando tiros e cadáveres que começam a aparecer. Muitas coisas assustadoras começam a acontecer. Além de mortes dos habitantes, a própria cidade some do mapa. A par­tir daí, Teresa (Bárbara Colen), Domingas (Sônia Braga), Acácio (Thomas Aquino) e outros habitantes têm certeza que estão sendo atacados e precisam descobrir o porque e por quem. Conforme as coisas estranhas vão acontecendo também vai aumentando o clima de medo e muita tensão entre os morado­res que passam a viver momentos de grande suspense. O único meio de sobrevivência seria se unirem e criar um modo de defe­sa. Nesse contexto brilha a excelente direção dos competentes diretores Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, também responsáveis pelo ótimo roteiro que mescla a cultura do sertão nordestino com momentos de muita ação e muitas surpresas em cada cena. Em resumo, Bacurau é um misto de faroeste, ficção científica, ação, comédia e crítica social e política. São destaques no elenco as atuações de Sônia Braga com dra. Do­mingas e o alemão Udo Kier como o terrível Michael. Uma trama às vezes lúdica e outras de um realismo impactante.

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