ALFREDO RISK

Na última quarta-feira, 14 de junho, o governador do es­tado de São Paulo, João Dória (PSDB), determinou o retor­no ao trabalho presencial de todos os servidores públicos do estado de São Paulo, com exceção dos funcionários que tenham comorbidades e ain­da não estiverem sido imu­nizados contra a covid-19. Os funcionários públicos es­taduais estavam trabalhando em esquema de home office desde 15 de março do ano passado por causa da pande­mia. De acordo com o gover­no, atualmente existem cerca de 703 mil servidores estadu­ais na ativa.

Segundo o Governo Estadu­al todos os protocolos sanitários deverão ser respeitados no re­torno às atividades presenciais, como uso de álcool em gel, afe­rição de temperatura e uso de máscara de proteção. “Vamos ter uma redução acentuada do número de casos então o gover­no do estado de São Paulo está dando um exemplo para que aqui os seus servidores possam voltar ao trabalho presencial, resguardando os devidos cuida­dos, mas com a indicação clara da queda do número de casos, da queda de internações e de óbitos. Isso nos permite tomar essa decisão em absoluta segu­rança”, afirmou Doria.

Depois de quinze meses, a Câmara de Vereadores deverá ter a maioria de seus 205 funcionários de volta aos seus postos de trabalho. Na pandemia o trabalho virtual foi adotado pelo Legislativo

A decisão vale para todos que estejam em condições físicas adequadas, mesmo os que ainda não tomaram a vacina contra a covid-19. Os que não tomaram a vacina deverão apresentar a sua tes­tagem e entrar no programa de vacinação que, segundo o governo, está acelerado.

Os fatores de risco que po­dem impedir um funcionário de retornar ao trabalho pre­sencial são definidos pelo Cen­tro de Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde. Estes fun­cionários serão mantidos em jornada remota de trabalho, ou à disposição da Adminis­tração, até que completem o esquema vacinal.

Câmara de Ribeirão Preto
A decisão de retomar o trabalho presencial também está sendo adotado por ou­tras esferas da administração pública. Em Ribeirão Preto depois de quinze meses, a Câmara de Vereadores deve­rá ter a maioria de seus 205 funcionários de volta aos seus postos de trabalho. Desde e começou a pandemia o tra­balho virtual foi adotado pelo Legislativo que, neste perío­do, funcionou com o mínimo de servidores possíveis.

Além de colocar em tele trabalho todos servidores com comorbidades e aqueles da fai­xa etária com maior risco de agravamento da doença, caso sejam contaminados, a Câma­ra estabeleceu um sistema de rodízio para os que não esta­vam nestes grupos. A Câmara de Ribeirão Preto tem 95 ser­vidores concursados e 110 co­missionados ligados aos verea­dores, cinco por cada gabinete.

Segundo o presidente da Câmara de Vereadores, Alessandro Maraca, retorno das atividades presen­ciais estará condicionado à adoção das medidas sanitárias e estabelecidas pelo Plano São Paulo

As sessões do Legislativo que estavam sendo realizadas virtualmente, também volta­rão a ser presenciais no dia 3 de agosto. Elas também dei­xarão de ser realizadas às 16 horas e voltarão para o horário tradicional às 18 horas.

De acordo com o presidente da Câmara, Alessandro Maraca (MDB) o retorno das atividades presenciais estará condicionado à adoção das medidas sanitárias e estabelecidas pelo Plano São Paulo de retomada das ativida­des. Entre elas, a limitação de público nas sessões em 60% da capacidade de lotação do ple­nário, o distanciamento social e o uso de máscaras e higieni­zação com álcool gel. No caso dos servidores com comorbi­dades eles terão que apresentar laudos médicos para continua­rem em home office.

A Prefeitura de Ribeirão Preto também deve retomar as atividades presenciais, mas até o momento não divulgou como isso será feito. Até esta sexta­-feira (16), segundo dados da ferramenta “Vacinômetro” do governo paulista, Ribeirão Preto tinha vacinado 448.419 pessoas contra a covid-19. Deste total, 330.089 receberam a primeira dose, 102.691 as duas doses e 15.639 a dose única no caso da vacina Johnson & Johnson fei­ta em parceria com a Janssen.

Câmara economizou com água e luz no home office
O trabalho home office gerou uma economia para a Câmara de Ribeirão Preto nas contas de água e energia elétrica. Levan­tamento do Tribuna no Portal da Transparência do Legislativo revela que 2019 foram gastos com o pagamento da conta de luz R$ 425.738,44. Já o ano passado com o início do teletrabalho este valor caiu para R$ 328.839,00 e este ano, até o mês de junho, o total gasto foi de R$ 145.185,92. A queda nos gastos com o pagamento água também foi reduzido. Enquan­to em 2019 foram pagos R$ 95.591,56 de água e esgoto, em 2020, este valor caiu para R$ 80.234,44 e, este ano até junho, o valor era de R$ 21.168,56.

Dados divulgados pelo Governo Federal também revelam que somente nos cinco primeiros meses de trabalho remoto, o Brasil economizou R$ 1 bilhão. Segundo o Ministério da Econo­mia no ano passado – entre abril e agosto – o Governo Federal economizou cerca de R$ 1,02 bilhão com o trabalho remoto de servidores públicos.

De acordo com o levantamento, o valor considera a redução de R$ 859 milhões nos gastos de custeio e de R$ 161 milhões nos pagamentos de auxílios aos servidores em itens como diárias, passagens e despesas com locomoção e também com energia elétrica, água e esgoto.