Sonda americana pousará em Marte

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NASA/JPL CALTECH

Já encontra-se na reta final a contagem regressiva para o pou­so da sonda norte-americana que colocará o veículo explora­tório Rover Perseverance (per­severança, em inglês) no solo de marte já nesta quinta-feira, 18 de fevereiro. A missão, conduzida pela Nasa, pode ser acompanha­da pelo site da agência.

O Mars 2020 Perseverance Rover foi criado com o objetivo de melhor compreender a geo­logia de Marte e procurar sinais de vida no planeta. Para tanto, recolherá e armazenará, com a ajuda de uma broca, amostras de rocha e solo que poderão ser devolvidas à Terra no futuro.

Além disso, testará novas tecnologias que poderão bene­ficiar futuras explorações ro­bóticas e humanas no Planeta Vermelho. Em função da ja­nela espacial que deixa Terra e Marte próximas durante alguns períodos, outras missões estão também em andamento, tendo como alvo aquele planeta. É o caso da sonda Hope (Esperan­ça), dos Emirados Árabes Uni­dos; e da chinesa Tianwen-1 (Astronomia 1).

As três sondas, duas das quais levam rovers (veículos ex­ploratórios), têm missões muito diferentes, mas com um objeti­vo comum: conhecer melhor o planeta. Cada sonda teve de per­correr uma longa etapa, cerca de 400 milhões de quilômetros entre os dois planetas, sem que as equipes saibam o desfecho de suas criações.

Uma das fases mais críticas da missão é a de travar as sondas para que não cheguem dema­siado depressa ao planeta, o que pode acarretar na destruição automática do equipamento em Marte. O lançamento da missão Mars 2020 Perseverance foi em Julho de 2020, a partir da Esta­ção da Força Aérea do Cabo Ca­naveral, Florida.

O pouso está previsto para ser em “um antigo delta de um rio em um lago que outrora encheu a cratera de Jezero”. A expectativa é de que o veículo permaneça por pelo menos um ano em solo marciano, o que equivale a dois anos na Terra.

Câmera
O Rover Perseverance pesa cerca de uma tonelada e tem cerca de três metros de compri­mento, 2,7 metros de largura, e 2,2 metros de altura. Há, nele, sete instrumentos inovadores que, se tudo der certo, poderão ampliar como nunca os conhe­cimentos sobre Marte.

Um desses equipamentos é a Mastcam-Z, um sistema avan­çado de câmara com capacidade de imagem panorâmica com alta capacidade de zoom. Essa câmera poderá ajudar a deter­minar a mineralogia da superfí­cie marciana e ajudar nas opera­ções do veículo rover.

Outro equipamento en­viado, a SuperCam, é um ins­trumento que pode fornecer imagens, análise de composição química, e mineralogia à distân­cia. Há, ainda um espectrômetro de fluorescência de raios X e ge­rador de imagens de alta resolu­ção para mapear a composição elementar em escala fina dos materiais de superfície de Marte.

Esse equipamento permi­te detectar e analisar, de forma mais detalhada, os elementos químicos que compõem o pla­neta. A Nasa enviou também um outro espectrômetro que, fazendo uso de um laser ultra­violeta, produzirá imagens que possibilitarão o mapeamento da mineralogia e de compostos orgânicos.

Um experimento interessan­te a ser feito em Marte (a Mars Oxygen In-Situ Resource Uti­lization Experiment), tentará produzir oxigênio a partir do dióxido de carbono atmosférico marciano. “Se bem sucedida, a tecnologia Moxie poderá ser uti­lizada pelos futuros astronautas em Marte para queimar com­bustível de foguetão para regres­sar à Terra”, detalhou a agência espacial.

Por fim, a missão tem um conjunto de sensores (o Mars Environmental Dynamics Analyzer) que fornecerão me­dições de temperatura, veloci­dade e direção do vento, pressão, umidade relativa, e tamanho e forma da poeira; e um radar de penetração no solo que propor­cionará uma resolução à escala centimétrica da estrutura geoló­gica do subsolo.