SP implementa novo currículo

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AMANDA PEROBELLI-REUTERS

O ano letivo de 2021 mar­ca o início da implementação do novo currículo paulista do ensino médio homolo­gado no ano passado. Todos os mais de 470 mil alunos matriculados na 1ª série do ensino médio em mais de 3.700 escolas estaduais de São Paulo estreiam neste ano o novo currículo.

Em Ribeirão Preto, são cerca de 48 mil alunos em 82 unidades da Secretaria de Es­tado da Educação. São Paulo foi o primeiro estado do país a construir o documento, a partir da escuta de toda a rede, determinado pela lei de reforma do ensino médio, sancionada em 2017.

“O novo ensino médio tem como principal vanta­gem aproximar os estudantes das transformações da so­ciedade e do mundo do tra­balho, dando mais sentido a este ciclo do ensino que sofre com altas taxas de abandono e evasão escolar”, destaca o secretário estadual de Educa­ção, Rossieli Soares.

A região do 13º Depar­tamento Regional de Saúde (DRS-XIII), que abrange Ri­beirão Preto e mais 25 cida­des, está na fase laranja. Na área que envolve três das 91 Diretorias Regionais de Ensi­no (DREs) – Ribeirão Preto, Sertãozinho e Jaboticabal –, no ano passado estavam ma­triculados 99.432 alunos de 165 escolas da rede estadual.

As novas diretrizes per­mitem que o aluno opte pelas áreas em que mais gosta e se identifica e possa se aprofun­dar, por meio dos itinerários formativos, sem ter de passar mais tempo na escola. A par­tir de junho, todos os estu­dantes da 1ª série do ensino médio terão de escolher quais itinerários irão cursar a partir da 2ª série.

Uma consulta pública re­alizada no ano passado, mos­trou que 49% dos alunos têm interesse em seguir na área de formação técnica e profis­sional. Outros 46% sinaliza­ram que vão optar pela área de linguagens, seguida por ciências da natureza (35%), matemática (31%) e ciências humanas (28%).

O currículo do ensino médio paulista está estru­turado em 3.150 horas, dis­tribuídas em um período de três anos. Do montante total da carga horária, 1.800 horas são destinadas à formação básica e o restante, 1.350 ho­ras, é referente aos itinerários formativos. Estes itinerários terão mais do que a carga mí­nima prevista na legislação.

Na formação geral básica, os estudantes terão os compo­nentes curriculares divididos em áreas de conhecimento como linguagens e suas tec­nologias (língua portuguesa, artes, educação física e língua estrangeira); matemática; ci­ências humanas e sociais apli­cadas (história, geografia, filo­sofia e sociologia); e ciências da natureza e suas tecnologias (biologia, química e física).

Na carga horária referen­te aos itinerários formativos, o estudante precisa escolher uma ou duas áreas de conhe­cimento da formação geral para aprofundar seus estu­dos, ou ainda, a formação técnica e profissional para se especializar.

Os componentes do pro­grama Inova Educação tam­bém farão parte dos itine­rários formativos, com as disciplinas de eletivas (edu­cação financeira, teatro, em­preendedorismo), projeto de vida (aulas que ajudam o es­tudante na gestão do próprio tempo, na organização pes­soal, no compromisso com a comunidade) e tecnologia e inovação (mídias digitais, ro­bótica e programação).