Tabagismo no Brasil cai 37,6% em 14 anos

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MARCELO CAMARGO/AGENCIA BRASIL

O Ministério da Saúde apresentou nesta sexta-feira, 29 de maio, o re­sultado da pesquisa por telefone sobre doenças crônicas e fatores de risco (Vigitel 2019), que mapeou a ocorrência de doenças crônicas no país. A mais comum foi a hipertensão arterial, presente em 24,5% dos entrevistados. Desde 2006, o índice vem se mantendo estável. Nas pessoas com 65 anos ou mais, este diagnóstico chegou a 59,3% das pessoas.

A obesidade atingiu o maior percentual em 14 anos, de 20,3%. Em 2006, ele era de 11,8%. A faixa com maior prevalência desta con­dição foi de entre 45 e 54 anos (24,5%). Já o tabagismo caiu neste mesmo período. Esse fator de risco saiu de 14,1% em 2006 para 9,8% em 2019, uma queda de 37,6% no período. Na faixa dos 45 aos 54 anos, o percentual atingiu seu maior patamar: 52%. A diabetes foi identificada em 7,4% dos ouvidos. Em 2006, o índice era 5,5%, um aumento de 35% no período.

A prevalência foi maior nas pessoas com 65 anos ou mais (23%) e na população de menor escolaridade (0 a 8 anos de estudo) (14,8%). A Vigitel entrevistou duas mil pessoas entre 25 de abril e 5 de maio sobre a covid-19. Destas, 87,1% relataram ter saído de casa pelo me­nos uma semana. O índice foi maior no Sul, Sudeste e Centro-Oeste (89,6%) do que no Norte e Nordeste (82,3%).

No recorte por idade, a prática foi mais comum entre faixas etá­rias abaixo de 50 anos (89,5%) do que acima desta idade (82,6%). Os motivos mais informados para a saída de casa foram comprar alimentos (75,3%), trabalhar (45%), procurar serviço de saúde ou farmácia (42,1%), estar cansado de ficar em casa (20,5%), prestar ajuda a familiar ou amigo (20,2%). A pesquisa também perguntou aos entrevistados os principais incômodos das pessoas.

Os relatados foram dificuldade de dormir ou dormir mais do que de costume (41,7%), falta de apetite ou comendo demais (38,7%), sentir-se para baixo ou deprimido (32,6%) e sentir-se cansado ou com pouca energia (30,7%). Em relação aos cuidados, as mulheres informaram higienizar mais as mãos frequentemente (88,6%) do que os homens (80,2%).