JF PIMENTA/ESPECIAL PARA O TRIBUNA

A forte chuva que caiu em Ri­beirão Preto na tarde de domingo, 10 de março, com rajadas de vento de até 63 quilômetros por hora, causou estragos e teve reflexos nesta segunda-feira (11) em várias regiões da cidade. Segundo a pre­feitura, 17 árvores foram derruba­das pelo vento e interditaram ruas e avenidas, principalmente na re­gião central – mais de 200 caíram em 40 dias só neste ano.

O dia foi de limpeza e recu­peração de vias. Também houve acidentes ontem. As pessoas tive­ram ferimentos leves. Vários se­máforos continuavam em pane. O temporal também causou alagamentos, queda de energia e falta de água em vários pontos de Ribeirão Preto. No domingo, uma mulher ficou ferida após ter o carro atingido por uma ár­vore na avenida Professor João Fiúsa, na Zona Sul. Segundo o estudante Lucas Gomes, o car­ro foi atingido no momento em que seguia pela via.

Um dos galhos ultrapassou o para-brisa e feriu a passageira. Dados do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro) apontam que o volume de chuva entre as sete horas de do­mingo e o mesmo horário desta segunda-feira somava 16,5 milí­metros. A queda de uma árvore sibipiruna interditou o cruzamen­to da avenida Nove de Julho com a rua Marechal Deodoro e atingiu a rede de energia elétrica, um semá­foro e bloqueou o trânsito.

Comerciantes e motoristas re­clamaram de prejuízos causados pela interdição. Linhas de ônibus foram desviadas. O tráfego só foi liberado no final da manhã, se­gundo a Empresa de Trânsito e Transporte Urbano (Transerp), mas toras da árvore de grande porte ainda estavam no local à tarde. A Independência ficou congestionada no início da ma­nhã porque um trecho dela foi interditado, entre as ruas Américo Brasiliense e São Sebastião, devido a obras nas redes de água e esgoto.

O reparo foi realizado no do­mingo, mas interrompido pelo temporal. Uma árvore de grande porte também interditou a rua São Sebastião, entre as ruas Olavo Bilac e Vicente de Carvalho. Que­das de árvores ainda prejudicam o trânsito nas avenidas Carlos Eduardo de Gasperi Consoni, no Jardim Botânico, e Casper Líbero, no Parque Ribeirão Preto.

Em nota, a prefeitura infor­mou que as equipes da Coordena­doria de Limpeza Urbana (CLU) trabalharam durante todo o dia para retirar árvores e galhos que prejudicavam o trânsito em várias vias públicas da cidade, algumas no Centro e em regiões de gran­de movimento, como na avenida Presidente Vargas (Jardim Nova Aliança) e no Anel Viário Sul.

As fortes chuvas e o vento provocaram a queda de energia da CPFL Paulista que atingiu os poços Major Ricardo, no Monte Alegre – a bomba queimou e a substituição deve terminar nesta terça-feira (12) –, Parque Ribei­rão Preto, Jardim Procópio, José Sampaio, Portal da Mata, Boca da Mata, recalque do Jardim Procó­pio e casa de máquinas do Jardim Nova Aliança Sul. Ainda no do­mingo, num esforço das equipes do Daerp, foram religados os po­ços do Jardim Procópio e o recal­que e poço do José Sampaio.

Nesta segunda-feira (11), pela manhã, os servidores do Daerp tiveram que efetuar a substituição do painel elétrico do poço do Par­que Ribeirão Preto, que queimou devido à alteração de energia. O poço foi religado no meio da manhã. Ainda pela manhã desta segunda, a CPFL Paulista religou a energia nos poços Boca da Mata e Portal da Mata.

A casa de máquinas do reser­vatório do Jardim Nova Aliança Sul só teve a energia restabelecida no final da tarde pela concessio­nária de energia. A CPFL Paulista informou em nota que, “por conta do temporal que atingiu Ribeirão Preto neste domingo (10), regis­trou casos pontuais e isolados de interrupção no fornecimento de energia na cidade. Desde os re­gistros das primeiras ocorrências, as equipes foram mobilizadas e o fornecimento permanece norma­lizado neste momento”.

Alagamentos
A rua Jorge Teixeira de An­drade, no Jardim Branca Salles, na Zona Oeste, se transformou em um rio durante a tempestade. Um vídeo gravado por morado­res mostra a enxurrada descendo com muita velocidade, levando galhos de árvores e parte do asfal­to. Essa não foi a primeira vez que a via acabou tomada pela água du­rante um temporal.

Em 27 de fevereiro, a corren­teza também arrancou o asfalto e levou consigo pequenas árvores, galhos, sacos de lixo e até entu­lho. A água invadiu várias casas. A Defesa Civil registrou inunda­ção na comunidade Vida Nova, no Jardim Marchesi. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Guar­da Civil Municipal foram envia­das ao local.

Nesta segunda-feira, a Co­ordenadoria de Limpeza Ur­bana limpou a sujeira e o lixo deixados pela enxurrada que atingiu a rua Jorge Teixeira de Andrade, causando muitos es­tragos. Uma máquina patrol e caminhões foram usados para retirar o entulho. À tarde, o ce­nário era bem diferente do en­contrado pela manhã. A Coor­denadoria de Limpeza Urbana continua o trabalho de limpeza nesta terça-feira.

De acordo com Edson Galan Mielle, coordenador da CLU, as caçambas sociais próximas à co­munidade Vida Nova também foram limpas. “Limpamos a via pública e as caçambas sociais. Esses locais são para descarte de entulhos, madeiras e pequenos objetos, mas infelizmente alguns cidadãos descartam lixo e outros materiais irregulares. Quando chove tudo é arrastado pela en­xurrada, entupindo as bocas de lobo”, esclarece.

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