MARCOS HERMES


Toquinho comemora 50 anos de carreira com um espe­táculo grandioso e ao mesmo tempo intimista, sempre com muita descontração. O cantor, compositor e violonista estará no Theatro Pedro II, em Ribei­rão Preto nesta sexta-feira, 24 de maio, para apresentar o show da turnê “Na intimi­dade”, que percorre as princi­pais capitais brasileiras. Com seu inconfundível violão e a participação especial de Camila Faustino, ele transforma o palco numa sala de visitas, tocando canções que o acompanham desde a infância e que sempre cantou com entre amigos.

Desta forma, vai interpre­tando trechos de canções que ele curtia muito em sua meninice, tudo de maneira muito natu­ral. Vai definindo alguns blocos num roteiro emocional, sem preocupação didática ou cro­nológica. Inspirado na vocação e no amor à música, homena­geia mitos de sua adolescência que vieram a se transformar em amigos: Tom Jobim (1927- 1994), com os clássicos “Este seu olhar”, “Corcovado”, “Eu sei que vou te amar”, “Se todos fossem iguais a você”; Baden Powell (1937-2000), com “Berimbau”, e seu grande mestre Paulinho No­gueira (1929-2003), com “Ba­chianinha n.º 1”.

As amizades e parcerias tam­bém estão presentes nas canções que fez com Mutinho (“Escra­vo da alegria”, “O caderno”), e também com Jorge Ben Jor, na interpretação de “Que maravi­lha”, seu primeiro sucesso. To­quinho não se esquece do uni­verso infantil; seu talento e sua capacidade de dialogar com as crianças estão presentes em “O caderno”, “A bicicleta” e “A casa”, e encerra o espetáculo com os grandes sucessos que fez com Vinicius de Moraes (1913-1980), incluindo neste fi­nal o grande sucesso “Aquarela”.

Uma síntese dessa criativa parceria de dez anos. São frag­mentos saborosos de talento, virtuosismo, amizades, parce­rias, shows e discos pelo Brasil e pelo mundo. Construindo his­tórias, colocando à prova sen­timentos, vivenciando euforias, encontros e solidões, fazendo, todavia, prevalecer sempre a alma transformadora do artis­ta a congregar em torno de sua música a admiração de adultos e crianças, seduzidos pela sua perseverança em ser feliz. É essa felicidade que Toquinho leva ao palco, entrelaçado a seu vio­lão, de quem se tornou irmão e amigo, até confundirem-se em madeira e pele, cordas e coração.

Toquinho assina o roteiro, a direção musical e os arranjos. A direção de produção é de Raul Leite e a realização da Script Produções e Veiga Produções. O show “Toquinho – Na intimi­dade” será nesta sexta-feira (24), às 21 horas, no Theatro Pedro II. Os ingressos custam R$ 160 (plaieta A), R$ 140 (plateia B e frisa), R$ 100 (balcão nobre) e R$ 80 (balcão simples).

Já a meia-entrada só vale para estudantes com carteirinha da instituição de ensino, profes­sores, supervisores, diretores, coordenadores pedagógicos e titulares de quadro de apoio das escolas da rede pública (muni­cipal e estadual) com apresen­tação de holerite ou documen­tação, idosos acima de 60 anos com documento comprobatório (cédula de identidade, RG) e portadores de deficiência com um acompanhante.

Essas pessoas têm 50% de desconto e vão pagar R$ 80, R$ 70, R$ 50 e R$ 40, respecti­vamente. Os ingressos estão à venda no guichê do Theatro Pe­dro II e no site especializado do Ingresso Rápido (www.ingres­sorapido.com.br). Não será per­mitida a entrada após o início do espetáculo. Quem chegar atrasa­do também não poderá trocar o ingresso e não haverá devolução de dinheiro. Ingressos para por­tadores de deficiência somente na bilheteria.

A Fundação Pedro II tam­bém proíbe o consumo de co­midas e bebidas no local. O te­atro fica na rua Álvares Cabral nº 370, no Quarteirão Paulista, Centro Histórico de Ribeirão Preto. O local tem capacidade para 1.588 pessoas, mas parte foi interditada por segurança. Atualmente conta com 1,3 mil lugares. Telefone para mais in­formações: (16) 3977-8111. O espetáculo não é recomendado para menores de 12 anos devido ao horário.

Resumo biográfico
Antonio Pecci Filho, o To­quinho, nasceu em São Paulo, no bairro do Bom Retiro, em 6 de julho de 1946. Gravou cerca de 80 discos, compôs mais de 300 músicas e fez cerca de cin­co mil shows pelo Brasil e pelo exterior. Entre seus principais parceiros estão Vinicius de Mo­raes, Chico Buarque, Jorge Ben Jor, Paulinho da Viola, Francis Hime, Mutinho, Carlinhos Ver­gueiro, Gianfrancesco Guarnieri (1934-2006), Elifas Andreato, Paulo César Pinheiro.

Sofreu influências de Baden Powell, Edgard Gianullo, Oscar Castro Neves (1940-2013). En­tre seus grandes mestres estão Paulinho Nogueira (primeiros e principais acordes), Isaías Sávio (1900-1977) – violão erudito – e Léo Peracchi (1911-1993) – or­questração. Entre seus grandes sucessos estão “Aquarela”, “Tar­de em Itapuã”, “Que maravilha”, “Regra três”, “Escravo da alegria”, “O caderno”, “A casa”, “O pato”, “Na tonga da mironga”, “Sam­ba de Orly”, “Carta ao Tom 74”, “Cotidiano nº 2”, “Samba pra Vinicius” e “Carolina Carol bela”.

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