Treinando em casa, Gut aprova isolamento, mas ressalta chance de ‘caos social’

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Com a pausa no calen­dário esportivo causada pela pandemia do novo coronaví­rus, atletas das mais variadas modalidades estão buscando métodos para manterem a rotina de treinos sem precisar sair de casa.

Este é o caso do zagueiro Otávio Gut, 23 anos, um dos atletas mais antigos do plantel do Comercial. O jogador está na cidade de Jundiaí e falou so­bre sua rotina de treinamentos. Segundo Gut, por conta do es­paço que tem em sua residên­cia, está sendo possível execu­tar boas cargas de treino.

“Estou treinando todos os dias. Os trabalhos são di­ferentes dos que a gente faz no clube, procuro fazer tra­balhos de força, resistência muscular. Eu tenho um espa­ço grande aqui em casa e por isso estou conseguindo man­ter bem a forma. A principal diferença é a intensidade. No clube é muito mais intenso”, afirmou Gut.

Mostrando personalida­de, Gut opinou sobre a para­lisação do calendário esporti­vo. Para ele, é importante que o isolamento social seja cum­prido. Entretanto, o jogador fez ressalvas sobre o impacto que a economia pode sofrer.

“Eu sou a favor do que as autoridades decidirem. Po­rém, até certo ponto. É uma situação que afeta outros setores como a economia. Pode gerar um caos social se a gente ficar três meses den­tro de casa. É preciso avaliar outras medidas, como evitar aglomerações desnecessá­rias, fazer testes em massa na população, isolar quem faz parte dos grupos de ris­co e aos poucos ir normali­zando. Entre o caos social e a covid-19, acho que o caos social pode matar mais”, opi­nou o jogador.

Antes da pausa, o Comer­cial vinha numa crescente positiva. O Leão do Norte somou 13 dos quinze pontos possíveis nos últimos 5 jogos. Segundo Gut, a parada é pre­judicial para todos os clubes. O jogador também reforçou que o bom momento do Al­vinegro pode ser retomado.

“Acredito que vai pesar para todos os times. Nos­sa sequência era muito boa. Fomos o time com melhor aproveitamento nas últimas cinco rodadas. Acredito que nós podemos retomar essa boa fase, a confiança conti­nua alta”, finalizou.