O desembargador Péricles Piza, da 1ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP), manteve a sentença de primeira instância, de 24 anos de prisão em regime fechado, para o empresário Pablo Russel Rocha, de 42 anos, rejei­tando as preliminares no recur­so da defesa. O julgamento do recurso havia sido adiado duas vezes. O Supremo Tribunal Fe­deral (STF) determina em provi­mento o início do cumprimento da pena de imediato, entretanto, o advogado do acusado deverá entrar com recurso extraordiná­rio para que seu cliente continue respondendo em liberdade.

Pablo Russel Rocha foi con­denado por um júri popular em 29 de junho do ano passado, no Fórum Estadual de Ribeirão Pre­to, pela morte de Selma Heloísa Artigas da Silva, garota de pro­grama conhecida como Nicole, em setembro de 1998. A defesa do réu entrou com pedido de ha­beas corpus solicitando a anula­ção do julgamento, mas o pedido feito pelo advogado Sergei Cobra Arbex foi recusado.

Denunciado por homicídio triplamente qualificado, Pablo Russel Rocha deixou a Peniten­ciária Masculina de Tremembé Doutor José Augusto Salgado em 6 de julho de 2016. A decisão de libertar o empresário também partiu do desembargador Péri­cles Piza. Ele foi condenado por homicídio triplamente qualifi­cado: motivo fútil, com requin­tes de crueldade e sem oferecer recurso de defesa à vítima.

O júri entendeu que Rocha realmente arrastou a mulher até a morte com sua Mitsubishi Pa­jero, depois de prendê-la ao cinto de segurança – teria percorrido dois quilômetros até parar o veí­culo na avenida Caramuru. O em­presário alega inocência e diz que foi um acidente. Nicole teria ficado presa ao equipamento e o empre­sário, que estava com o som do carro em volume alto, não teria ouvido os gritos de socorro.

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