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7 de julho de 2022 | 13:49
Jornal Tribuna Ribeirão
GLEB GARANICH/REUTERS

Ucrânia acusa Rússia de ‘torturar’ 600 civis

A Ucrânia acusou, nesta ter­ça-feira, 7 de junho, o Exército russo de prender cerca de 600 pessoas, em sua maioria jor­nalistas e ativistas, na região de Kherson (sul), totalmente ocu­pada pelas tropas de Moscou. “Segundo as informações que temos, quase 600 pessoas estão retidas em porões especialmen­te habilitados, em câmaras de tortura, na região de Kherson”, disse Tamila Tacheva, represen­tante do presidente ucraniano para a Crimeia, a península ucraniana limítrofe com Kher­son que foi anexada por Mos­cou em 2014.

A representante afirmou que se trata principalmente de jorna­listas e ativistas que organizaram manifestações a favor da Ucrânia em Kherson e sua região. “Estão detidos em condições desuma­nas e estão sendo torturados”, acusou Tacheva, sem fornecer detalhes. Alguns dos ucranianos detidos na região de Kherson – civis, mas também prisioneiros de guerra – foram enviados pos­teriormente a prisões na Crimeia, disse a mesma fonte.

Segundo o jornal britânico The Guardian, ainda não há uma confirmação independente sobre as alegações. Kherson tinha mais de um milhão de habitantes antes da invasão russa em 24 de feve­reiro. Já no início da guerra, as tropas russas assumiram o con­trole de toda a região de Kherson e grande parte da região de Zapo­rizhzhia, ambas no sul.

Autoridades russas e seus nomeados locais falaram sobre planos para essas regiões decla­rarem sua independência ou se­rem incorporadas à Rússia. Mas no que pode ser o mais recente caso de sabotagem anti-Rússia na Ucrânia, a mídia estatal russa disse nesta terça-feira que uma explosão em um café na cidade de Kherson feriu quatro pessoas. A agência estatal Tass chamou a explosão na cidade ocupada de “ato terrorista”.

Tropas ucranianas enfrenta­ram russos pelas ruas da cidade devastada de Severodonetsk nes­ta terça-feira, tentando manter os ganhos de uma contraofen­siva-surpresa que reverteu o ímpeto em uma das batalhas terrestres mais sangrentas da guerra na Ucrânia. A luta pela pequena cidade industrial é crucial no Leste do país, com a Rússia concentrando seu poder ofensivo na região, na esperan­ça de alcançar um dos objetivos de guerra declarados – captu­rar totalmente a província de Luhansk, em nome de separa­tistas pró-Moscou.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu por um corredor seguro para que os navios ucranianos possam ex­portar os grãos produzidos no país, de forma a evitar escassez de alimentos na África e na Ásia. “É importante para nós que haja um corredor de segurança… que a frota deste ou daquele país ga­ranta o transporte dos grãos”, disse, em coletiva de imprensa. Segundo ele, Kiev está conver­sando com países como Turquia e Reino Unido sobre garantias de segurança aos navios ucranianos.

Zelensky acrescentou que “se agora temos 22 a 25 milhões de toneladas bloqueadas nos por­tos, no outono podemos ter 75 (milhões de toneladas)”. A ques­tão dos grãos bloqueados estará na agenda desta quarta-feira (8) durante a visita do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, à Turquia. Ancara está envolvida nos esforços das Nações Unidas para chegar a um acordo para o embarque de grãos ucranianos em meio a uma cres­cente crise alimentar.

Zelensky disse que Kiev não foi convidada, possivelmente porque a Turquia quer primeiro obter garantias de segurança da Rússia para seus próprios navios. Ele explicou que a Ucrânia não pode exportar grandes carrega­mentos de grãos por ferrovias por causa dos longos prazos de entrega, embora Kiev esteja em negociações com a Polônia e os países bálticos. Um transporte através do território de Belarus, aliada da Rússia, não é uma op­ção, disse ele.

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