Vacinação e estrutura de atendimento

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Na sexta-feira da semana passada, dia 8, anunciamos o calendário da primeira etapa de vacinação contra a covid-19 em nossa cidade. Numa infeliz coincidência, dois dias de­pois, no domingo, recebi o resultado de teste positivo para a doença, contágio que se deu em função do grande número de contatos a que estou exposto todos os dias em função de minhas atividades administrativas e políticas. Fiquei surpreso em testar positivo, porque tenho tomado todos os cuidados que apregoo sempre em minhas falas. É uma constatação de que ninguém está imune é que mesmo sob a mais rigorosa cautela é possível contrair a doença pelo simples motivo de não termos a menor ideia de onde o invisível vírus está.

Mas não estou aqui para falar da minha situação. Só aproveito para informar que estou bem, que os sintomas são moderados e que sigo todos os protocolos e recomendações médicas para o caso. E, também, que estou trabalhando de forma remota, por videoconferência, telefone, mensagens de aplicativos, e-mails e outras formas que a tecnologia hoje nos permite. Ontem mesmo, por exemplo, participei de uma reunião online do governo estadual onde se discutiu o retor­no presencial às aulas neste ano de 2021. Fui convidado para participar presencialmente, mas, em virtude do isolamento, acompanhei e interagi à distância.

Feitas estas considerações, apenas de forma introdutória, reafirmo que estamos atentos diuturnamente à pandemia da covid-19. E que não vamos descuidar de nada enquanto a transmissão continuar ativa. Tomaremos todas as medidas que se fizerem necessárias. Já reativamos o Pólo Covid, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Leste, na avenida 13 de Maio e ampliamos em 36 o número de leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) em hospitais públicos e con­veniados, para buscar atender à demanda crescente, em fun­ção do aumento de número de casos que acontece não apenas em Ribeirão Preto, mas em todo o país e em outros países, onde medidas mais restritivas já foram inclusive adotadas nesta que o mundo convencionou chamar de segunda onda.

O importante é que consigamos vacinar a todos contra a doença, como forma de neutralizar ou ao menos reduzir consideravelmente a transmissão da doença. Estamos parti­cipando de todas as discussões e tomando todas as medidas para facilitar o trabalho de organização da vacinação em nos­sa cidade, incluindo a criação de postos de vacinação extras e locais com drive thru para reduzir o tempo de espera das pessoas que buscarem a vacina. A Secretaria Municipal da Saúde monitora todas as informações para agir com a preci­são necessária no momento em que for necessário.

Assim como fazemos desde antes do início da pandemia, no começo de 2020, mantemos os serviços de saúde preparados para o atendimento de toda a demanda. A redução do número de casos levou também à adaptação da estrutura oferecida, em função dos altos custos que representa. Mas voltam a ser readap­tadas agora diante da necessidade de ampliação do atendimento. As adequações são necessárias para se evitar dispêndios públicos desnecessários. Por isso sempre mantivemos atenção firme nos indicadores, para agir no momento exato.

Seguiremos sem descuido para minimizar o sofrimento. Ao mesmo tempo em que orientamos as pessoas a também mante­rem as boas práticas de prevenção até que possamos levar a vacina a todas as pessoas. Porque a eficiência da vacina não cura o vírus. Ela combate à doença. Por isso é a nossa grande e principal espe­rança de deixar para trás esta doença que afeta a todos e de todas as formas, incluindo danos à saúde, à economia e até à estrutura social, com prejuízos consideráveis para toda a humanidade.

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