Venda de etanol recua em junho

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ALFREDO RISK/ARQUIVO TRIBUNA

A quantidade de cana-de­-açúcar processada pelas uni­dades produtoras da região Centro-Sul alcançou 42,93 mi­lhões de toneladas na segunda metade de junho, com queda de 7,73% sobre o valor apurado na mesma quinzena da safra 2019/2020 (46,53 milhões de toneladas), ocasionada por fa­tores climáticos.

No acumulado desde o iní­cio do ciclo 2020/2021 até o final de junho, a moagem ainda regis­tra crescimento de 5,20%. Nesse período, a quantidade de ca­na-de-açúcar processada pelas usinas atingiu 229,40 milhões de toneladas, ante 218,05 milhões de toneladas mesmo período do último ciclo agrícola.

Em relação ao número de usinas em operação, 258 em­presas registraram produção até 1º de julho, contra 255 unidades industriais em igual data do último ano. Na última quinzena, sete unidades inicia­ram a safra 2021. A expectativa é que mais cinco empresas co­mecem a operar nos primeiros quinze dias de julho.

O volume de etanol comer­cializado pelas unidades produ­toras em junho deste ano somou 2,40 bilhões de litros, com retra­ção de 11,43% no comparativo com igual período de 2019 (2,71 bilhões de litros). Essa queda é menor do que as verificadas nos dois meses anteriores, que alcan­çava quase 30%.

Do total comercializado em junho, 267,05 milhões de litros foram destinados para o mer­cado externo e 2,13 bilhões de litros foram vendidos domesti­-camente. Esse volume direcio­nado ao mercado externo sur­preendeu, com crescimento de 44,31% na comparação com os 185,05 milhões de litros expor­tados no mesmo mês de 2019.

No mercado interno, as ven­das de etanol hidratado alcan­çaram 1,47 bilhão de litros em junho, com redução de 19,64% sobre o montante apurado no mesmo período da última safra (1,83 bilhão de litros). A quan­tidade comercializada de etanol anidro, por sua vez, registrou queda de 4,70%, com 663,86 milhões de litros vendidos em 2020 contra 696,57 milhões de litros em 2019.

As vendas de etanol outros fins no mercado interno se mantêm aquecidas, com cres­cimento de 40,00% em junho, totalizando 118,25 milhões de litros comercializados. “A retração nas vendas de etanol no mercado interno foi menor nesse último mês. Os números refletem a queda menos inten­sa na demanda por combustí­veis leves no país”, diz Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da Unica. “No caso do etanol anidro, há uma maior transferência do produto para outras regiões”, explica.

O crescimento da transfe­rência resulta da menor impor­tação de etanol nesse período. Apesar da melhora nas vendas, no acumulado desde o início da safra 2020/2021 até o últi­mo dia 1º, o volume de etanol comercializado pelas empresas do Centro-Sul acumula retra­ção de 22,71%, somando 6,37 bilhões de litros. Desse total, 493,33 milhões de litros fo­ram destinados à exportação (crescimento de 32,47%) e 5,88 bilhões ao mercado interno (queda de 25,26%).

Produção de etanol
Na segunda metade do ju­nho, o volume fabricado de etanol alcançou 1,96 bilhão de litros, sendo 596,30 milhões de litros de etanol anidro e 1,36 bilhão de litros de etanol hi­dratado. Desse total, 88,63 mi­lhões de litros foram fabricados a partir do milho.

A fabricação acumulada de etanol totalizou dez bi­lhões de litros, sendo 2,82 bilhões de litros de anidro e 7,18 bilhões de litros de hi­dratado. Do total fabricado, 506,93 milhões de litros do biocombustível foram produ­zidos a partir do milho.

Açúcar
As vendas de açúcar pelas usinas do Centro-Sul manti­veram o ritmo observado das últimas quinzenas e seguiram aquecidas no mês de junho. A quantidade exportada pe­las unidades do Centro-Sul somou 2,59 milhões de tone­ladas, com alta de 70,13%. No acumulado desde o início da safra 2020/2021 até dia 1º, o crescimento atinge 67,22%, com a exportação de 6,44 mi­lhões de toneladas neste ano, ante 3,85 milhões no mesmo período de 2019.

As saídas do adoçante para o mercado doméstico, por sua vez, alcançaram 2,22 milhões de toneladas vendidas desde o início do ciclo agrícola até o iní­cio deste mês – crescimento de 7,13% sobre o índice registrado no mesmo período do ano pas­sado. Na segunda metade do junho, 47,42% da cana-de-açú­car foi destinada à produção de açúcar, ante 37,06% registrados na mesma data de 2019.