Vírus da gripe – RP já imunizou 203.352 pessoas

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Tomaz Silva/Agência Brasil

O mais recente balanço da campanha de vacinação con­tra o vírus influenza (gripe) em Ribeirão Preto, divulgado pelo Programa de Imunização da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) na noite de terça-feira, 2 de julho, aponta que a cidade já vacinou 203.352 pessoas, sendo 166.949 dos grupos prioritários e 36.403 da população em geral, que desde 3 de junho também tem acesso às doses. A meta de imunizar 90% da população de risco deve ser atingida ainda neste mês.

Desde o início da campanha, em 10 de abril, a cobertura é de 88,8% do público-alvo – faltam 5.506 (ou 2,6%) – nas contas do Tribuna. No entanto, 36.403 ribeirão-pretanos que não estão no rol de prioridade também já foram imunizados, elevando o total para 203.352. O público-al­vo da campanha é composto por 187.972 pessoas – número que corresponde a 90% da popula­ção dos grupos prioritários, de 208.858 ribeirão-pretanos.

Considerando este total, a cobertura chega a 97,4%, já computadas as 36.403 que não estão nos grupos de risco. Fo­ram vacinadas 27.128 crianças (65,3%), 23.475 trabalhadores da saúde (75,3%), 4.047 ges­tantes (67,1%), 1.310 puérpe­ras (mulheres que deram à luz há até 45 dias, 132,2%), 4.702 professores (111,1%), 73.404 idosos (93,9%), 32.869 pessoas com comorbidades (79,93%) e 14 indígenas.

Os grupos prioritários são formados por crianças de seis meses a menores de seis anos (41.530), trabalhadores da saúde (31.156), gestantes (6.028), puér­peras (991), idosos com 60 anos ou mais (78.172), pessoas com comorbidades, doenças crônicas e imunossupressão (46.750) e pro­fessores e funcionários das redes públicas (municipal e estadual) e privada (4.231), bombeiros e policiais militares – não havia nenhum indígena no relatório.

Ribeirão Preto já soma, neste ano, três óbitos em decorrên­cia dos vírus H1N1 e H3N2 da influenza – “gripe A ou suína”. Além do homem de 37 anos, portador de doença neuroló­gica que não tomou a vacina e morreu em 23 de junho, a Secretaria Municipal da Saú­de (SMS) anunciou nesta se­gunda-feira, 1º de julho, que um senhor de 90 anos e uma mulher de 48 também faleceram após a infecção viral.

O homem de 37 anos mor­reu em um hospital da cidade depois de mais de 20 dias de in­ternação – deu entrada no setor de isolamento em 1º de junho e foi a óbito no dia 23 após con­trair o H1N1. Na mesma data, uma paciente de 48 anos, porta­dora de diabetes e vacinada con­tra a influenza em 2019, morreu vítima do mesmo vírus. Segun­do a secretaria, no dia 9 do mês passado um paciente de 90 anos, portador de doença pulmonar crônica e que não foi imunizado, morreu de H3N2.

Havia quase um ano que a cidade não registrava óbito causado por algum dos vírus da gripe. No ano passado, durante quatro meses seguidos, a Secre­taria Municipal da Saúde con­tabilizou 23 mortes em Ribei­rão Preto por causa de H1N1 e H3N2 – a popular “gripe A” ou “gripe suína”. Desde agosto, porém não houve mais óbitos na cidade. Segundo o Boletim Epidemiológico da SMS, os óbitos ocorreram em abril (um caso), maio (seis), junho (sete) e julho (nove).

Em 2017 não foi constatado nenhuma morte na cidade, mas em 2016 doze moradores fale­ceram – em 2018 foram onze a mais, quase o dobro, cresci­mento de 91,6%. Neste ano, até esta segunda-feira, 1º de julho, a cidade já registrou 17 casos de influenza de 151 investi­gados já foram confirmados no município – três de Flu A não subtipado, três de Flu B, sete de H1N1 e mais quatro de H3N2. O município fechou o ano passado com 104 ocor­rências de Síndrome Respira­tória Aguda Grave provocadas por algum tipo de variação do vírus influenza, 63 a mais que os 41 de 2017, alta de 153,6%.

A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde e Plane­jamento, Luzia Márcia Roma­nholi Passos, alerta a população a aproveitar a extensão da vaci­nação e procurar os postos da cidade. “Somente a imunização garante a proteção contra a do­ença e a diminuição do risco de transmissão para outras pessoas. Portanto, solicitamos à popula­ção, às famílias de nossa cidade, que procurem os postos de va­cinação para se imunizarem”. A rede municipal tem 36 postos de saúde com sala de vacinação. Os horários de atendimento va­riam de acordo com a unidade.

“É fundamental que a popu­lação procure os postos de saúde para se vacinar, lembrando que a vacina protege não somen­te contra a gripe, mas também casos graves que podem levar a internações e até à morte”, orien­ta Mayra Fernanda de Oliveira, coordenadora do programa de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde. Segundo recomendação da Organiza­ção Mundial de Saúde (OMS), a vacina de 2019 previne a po­pulação-alvo contra o vírus in­fluenza dos tipos A (H1N1), A (H3N2) e B.

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