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Palmeiras vence de virada, quebra invencibilidade do São Paulo e encerra jejum

O jogador Willian, da SE Palmeiras, disputa bola com o jogador Bruno Alves, do São Paulo FC, durante partida válida pela nona rodada, do Campeonato Brasileiro, Série A, na Arena Allianz Parque. (Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)
Por Matheus Lara

Um Palmeiras apático e que parecia ter poucas chances de sair vitorioso durante o primeiro tempo do clássico com o São Paulo, neste sábado, voltou para a etapa final com uma postura diferente, mais organizado, fez três gols no embalado time tricolor e agora respira depois de uma sequência de três jogos sem vitória. Com dois de Willian e um de Dudu, a equipe de Roger Machado fez 3 a 1 no São Paulo, no Allianz Parque.

O resultado levou o time palmeirense ao quinto lugar, com 14 pontos, enquanto o São Paulo estacionou nos 16 pontos na vice-liderança e viu a sua invencibilidade de 11 jogos (considerando os duelos da Copa Sul-Americana e Copa do Brasil) chegar ao fim.

A pressão no clube alviverde alivia um pouco com este resultado. Em baixa e vindo de atuações ruins, o Palmeiras precisava de uma exibição convincente e conquistar pontos no clássico. Mas irritou sua torcida no primeiro tempo. Principalmente por parecer dominado pelos visitantes após sofrer o gol. A torcida no estádio mostrava impaciência.

A partida começou com poucas chances de gols e muito brigada no meio-campo. Com Moisés no lugar de Lucas Lima, o Palmeiras apostava nos passes rápidos, mas sentia dificuldades em função da forte marcação tricolor. Nenê, de falta, colocou a bola na cabeça de Diego Souza, que mandou perto do gol de Jailson logo aos 6 minutos.

Aos 29 minutos, foi também em jogada de bola parada que o São Paulo abriu o marcador. Reinaldo cobrou lateral na área palmeirense e viu o zagueiro Edu Dracena recuar mal para o goleiro. Marcos Guilherme aproveitou, foi para o lance, atrapalhou Jailson e nem precisou tocar na bola para ela entrar.

O gol pareceu desestabilizar o Palmeiras, e o São Paulo não ampliou o marcador por pouco. A equipe de Diego Aguirre aproveitava os erros dos mandantes, sobretudo de marcação e posicionamento. Marcos Guilherme e Reinaldo tiveram boas chances de fora da área, mas não souberam aproveitá-las.

Atrás no marcador, o time de Roger Machado voltou mais “pilhado” para o segundo tempo. Era outra postura, outro Palmeiras. No primeiro minuto, Bruno Henrique, de cabeça, quase empatou a partida. Os donos da casa continuaram na pressão. Aos 9 minutos, pela direita, Keno cruzou rasteiro na área tricolor e Sidão espalmou nos pés de Willian, que só empurrou para dentro e marcou o primeiro dele.

Enquanto o São Paulo se fechava e tentava valorizar a posse de bola, o Palmeiras continuou em cima para virar a partida. E, aos 21, Willian aproveitou de primeira a sobra da disputa entre Militão e Hyoran, e surpreendeu Sidão com uma bomba. O atacante, porém, se beneficiou de uma posição de impedimento no lance, em irregularidade que acabou não sendo flagrada pela arbitragem.

E quando o São Paulo tentou responder, o Palmeiras conseguiu ser mais rápido e, no contra-ataque, Hyoran recebeu de Moisés pela direita, cruzou e Dudu, de peixinho, fez o terceiro do Palmeiras

Para o São Paulo, a derrota significou também a continuação do amargo tabu de jamais ter conquistado pontos na nova arena alviverde. Foram sete duelos desde que o Allianz Parque foi inaugurado, em 2014, e sete vitórias palmeirenses.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 3 X 1 SÃO PAULO

PALMEIRAS – Jailson; Mayke, Edu Dracena, Antônio Carlos e Diogo Barbosa (Victor Luis); Felipe Melo, Bruno Henrique e Moisés (Thiago Santos); Dudu, Willian e Keno (Hyoran). Técnico: Roger Machado.

SÃO PAULO – Sidão; Militão, Anderson Martins, Bruno Alves e Reinaldo (Liziero); Jucilei, Hudson (Petros) e Nenê; Marcos Guilherme (Paulinho), Everton e Diego Souza. Técnico: Diego Aguirre.

GOLS – Edu Dracena (contra), aos 29 do primeiro tempo; Willian, aos 9 e aos 21, e Dudu, aos 24 do segundo.

CARTÕES AMARELOS – Anderson Martins, Militão, Felipe Melo, Dudu, Bruno Alves, Nenê, Antônio Carlos e Jailson.

PÚBLICO – 32.841 pagantes.

RENDA – R$ 2.172.298,88.

ÁRBITRO – Rodolpho Toski (PR).

LOCAL – Allianz Parque, em São Paulo (SP).

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