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Termina a intervenção no Santa Lydia

ALFREDO RISK-ARQUIVO

A juíza da 2ª Vara da Fazen­da Pública de Ribeirão Preto, Lucilene Aparecida Canella de Melo, determinou na quinta­-feira, 31 de outubro, que a pre­feitura e a Fundação Santa Lydia se manifestem oficialmente – no prazo de cinco dias – se con­cordam com a recomendação do Ministério Público Estadual (MPE), que pede a extinção do processo de intervenção judicial no Hospital Santa Lydia.

A recomendação do promo­tor da Cidadania, Sebastião Sér­gio da Silveira, deve ser acatada sem problemas, colocando fim a cinco anos de intervenção no hospital. O pedido de informa­ções foi feito em 8 de setembro deste ano. No relatório, o repre­sentante do MPE argumenta que, ao longo do processo, de a Fundação Santa Lydia promo­veu alterações estatutárias de acordo com as diretrizes sugeri­das pela promotoria.

“Deste modo, a administra­ção daquele hospital se tornou mais democrática e transpa­rente, com menos riscos de de­cisões unilaterais que possam comprometer a instituição”, cita o promotor. Quanto à questão patrimonial, a Promotoria da Cidadania argumenta que as medidas implementadas durante o processo de intervenção per­mitiram a superação do déficit e a recuperação do patrimônio.

“Hoje, não mais existe risco de estrangulamento da funda­ção e o fluxo de caixa demons­tra sustentabilidade e indica a possibilidade de sobrevivência da fundação, com plenas con­dições de cumprimento de suas funções institucionais”, afirma Sebastião Sérgio da Sil­veira em sua petição.

A intervenção no Santa Ly­dia completa cinco anos neste mês. Foi em novembro de 2014 que a juíza Lucilene Aparecida Canella de Melo, da 2ª Vara da Fazenda, determinou o afas­tamento de todos os diretores, do então superintendente e dos membros do Conselho Curador da Fundação Santa Lydia, aten­dendo a ação civil pública impe­trada pelo promotor Sebastião Sérgio da Silveira.

Em 2010, quando foi doado ao município, o Hospital Santa Lydia tinha uma dívida de R$ 5 milhões. Quatro anos depois, em 2014, o valor já havia su­bido para R$ 17,8 milhões, dando início a uma série de problemas administrativos – atrasos no pagamento dos sa­lários dos funcionários e dos fornecedores e suspensão ou redução do atendimento.

O hospital conseguiu reduzir sua dívida em R$ 7,1 milhões entre novembro de 2014 e abril de 2017 – chegou a bater na casa dos R$ 17,8 milhões e foi reduzi­da para R$ 10,7 milhões. Audito­ria financeira divulgada em abril daquele ano revelou que a então interventora Darlene Mestriner elevou de R$ 5,8 milhões para R$ 9,1 milhões o chamado ativo circulante – que inclui dinheiro em caixa, aplicações financeiras, contas a receber, estoques, maté­rias-primas e títulos.

Atualmente o hospital tem cerca de 100 leitos para inter­nação clínica e cirúrgica e em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No pedido de extinção da intervenção, o promotor Se­bastião Sérgio da Silveira solicita também que a Justiça de Ribei­rão Preto emita um ofício de re­conhecimento aos interventores nomeados judicialmente que atuaram na fundação.

O atual superintendente da Fundação Hospital Santa Lydia, Marcelo Carboneri, afirma que foi realizado um importante e vindouro trabalho duran­te a intervenção judicial na fundação.
“Alicerce hoje que continuamos reforçando com rígido planejamento e controle dos gastos, norteando nossas decisões na qualidade da as­sistência prestada aos usuários sinergicamente com o controle orçamentário instituído, con­tando com presença maciça do conselho curador, fiscal, Secreta­ria da Saúde e prefeitura de Ri­beirão Preto”, diz.

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