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Folha de RP custa R$ 1,2 bi por ano

JF PIMENTA/ESPECIAL PARA O TRIBUNA

A prefeitura de Ribei­rão Preto gasta por mês R$ 97.383.050,58 com a folha de pagamento dos servidores mu­nicipais ativos da administração direta e com os aposentados e pensionistas. O valor referente aos funcionários ativos é de R$ 54.601.277,26. Já a folha de inati­vos é de R$ 42.781.773,32 men­sais. Em um ano, contando com o décimo terceiro salário, o total chega a R$ 1.265.979.657,564.

O montante corresponde a 35,9% da receita prevista para 2021, de R$ 3.522.693.665,00, segundo a Lei Orçamentária Anual (LOA) encaminhada para a Câmara de Vereadores. Os números foram solicitados ao governo pelo Tribuna e en­volvem 14.730 servidores. Deste total, 7.931 são funcionários efe­tivos e 516 são contratados.

Os aposentados e pensio­nistas totalizam 6.283 pessoas. O funcionalismo de Ribeirão Preto já está há dois anos sem reajuste salarial e, por força de lei, deve ficar sem aumento em 2021. Neste ano, antes da pande­mia, a categoria pedia 6,18% de reajuste salarial, sendo 4,48% de reposição da inflação com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano passado – de janeiro a dezembro – e mais 1,7% de aumento real.

O mesmo índice foi aprova­do para a reposição do vale-ali­mentação dos trabalhadores e da cesta básica nutricional dos aposentados e pensionistas. Vale lembrar que, de acordo com da­dos do Palácio Rio Branco, no segundo quadrimestre deste ano – maio a agosto – a administra­ção municipal investiu 50,09% da receita para o pagamento do funcionalismo público, den­tro do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF, número 101/2000), que é de 54%.

A legislação federal tem como objetivo impor o contro­le dos gastos da União, Estados, Distrito Federal e municípios, condicionando-os à capacidade de arrecadação de tributos. O artigo 19 da LRF diz que “A des­pesa total com pessoal, em cada período de apuração e em cada ente da Federação, não poderá exceder os percentuais da receita corrente liquida”.

Nos municípios, o limite de pagamento a funcionários não pode ultrapassar 60% da receita corrente líquida, sendo que 54% são destinados à folha da pre­feitura e 6% para a Câmara de Vereadores. Por isso, são consi­deradas irregulares as contas das prefeituras que ultrapassem os 54% com pessoal.

Já o limite prudencial é quando o município tem en­tre 51,3% e 54% de sua receita comprometida com a área. O estado de alerta é emitido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) quando os gestores gas­tam entre 48,6% e 51,3% de sua receita com pessoal. Nesse caso, as prefeituras não sofrem pena­lidades, mas são avisadas para terem cautela.

Os gastos do Brasil com o funcionalismo público da União, dos Estados e dos muni­cípios equivaleram a 13,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). Entre mais de 70 nações, o país é um dos que têm as despesas mais elevadas com servidores públicos ativos e inativos, pro­porcionalmente ao PIB, segun­do a nota econômica. “O peso do funcionalismo público no Brasil em comparação com ou­tros países”, elaborada pela Con­federação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com o levanta­mento o Brasil é o sétimo no ranking de gastos com o funcio­nalismo, ficando atrás, apenas, da Arábia Saudita, Dinamarca, Jordânia, África do Sul, Noruega e Islândia. O país também tem mais despesas com o funciona­lismo do que os integrantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cuja média de gastos representou 9,9% do PIB.

Segundo o estudo a principal explicação para o maior com­prometimento do orçamento brasileiro com o funcionalismo é a disparidade salarial dos servi­dores na comparação com o que recebem os trabalhadores da ini­ciativa privada. A remuneração dos funcionários públicos fede­rais é 67% maior, o índice mais alto de um estudo do Banco Mundial, que incluiu 53 países. Em média, a vantagem salarial do funcionalismo entre os países pesquisador é de 16%.

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