Tribuna Ribeirão
Justiça

PF poderá usar provas de vazamento em investigação

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nes­ta terça-feira, 8 de fevereiro, o compartilhamento de provas do inquérito sobre o vazamen­to de uma investigação sigilosa da Polícia Federal pelo pre­sidente Jair Bolsonaro (PL) com a apuração que mira a atuação de uma milícia digi­tal contra a democracia.

A decisão atende a um pedi­do da delegada federal Denisse Ribeiro Dias Rosas, responsável pelas duas investigações. Na ava­liação do ministro, as semelhan­ças encontradas até o momento justificam o intercâmbio do ma­terial. No primeiro inquérito, so­bre o vazamento de uma inves­tigação sigilosa da PF a respeito de uma tentativa de ataque aos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a PF concluiu que Bolsonaro cometeu crime ao divulgar o conteúdo nas re­des sociais.

O material foi usado para de­fender a chamada PEC do Voto Impresso e colocar sob suspeita a segurança das urnas eletrô­nicas, embora a Polícia Federal tenha concluído que não houve fraudes eleitorais. Apesar de ter imputado crime ao presi­dente, não houve indiciamento em razão do foro privilegiado.

No relatório final da inves­tigação, a delegada Denisse Ribeiro Dias Rosas relaciona a atuação do presidente ao in­quérito das milícias digitais. “O modo de agir é correlato”, escreveu ao pedir o compar­tilhamento do material. A in­vestigação das milícias digitais é derivada do inquérito dos atos antidemocráticos. Foi no âmbito dela que Moraes auto­rizou a prisão do ex-deputado Roberto Jefferson.

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