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Abrasmercado volta a ter alta  

Entre as principais altas do mês estão itens como batata (+11,23%), cebola (+8,46%), arroz (+2,99%), tomate (+0,97%) e frango congelado (+0,54%) (Alfredo Risk)

A Abrasmercado – indicador que mede a variação de preços nos supermercados –, cesta composta por 35 produtos de largo consumo, dentre eles alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene e beleza, interrompeu a série de cinco quedas consecutivas.

Em outubro, registrou inflação de 0,10%, contra deflação de 1,72% em setembro, ante -1,71% em agosto. Já havia recuado 1,51% em julho, -1,20% em junho e -0,14% em maio, após alta de 0,53% em abril. Apesar do resultado domes passado, acumula deflação de 6,43% de janeiro a outubro  e de 4,08% em doze meses,

Os preços subiram de R$ 705,21 em setembro para R$ 705,93 em outubro, aporte de apenas R$ 0,72. Em comparação com os R$ 743,75 de setembro do ano passado, a queda chega a 5,09%, abatimento de R$ 37,82. Em agosto, custava R$ 717,55.

O valor da cesta Abrasmercado do mês passado é o segundo menor desde dezembro de 2012 (de R$ 700,53), atrás do de setembro deste ano. A pesquisa é elaborada e divulgada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Esta foi a segunda alta do ano. A outra ocorreu na passagem de março para abril, de 0,53%, saltando de R$ 747,35 para R$ 751,29. Custava R$ 730,06 em julho, R$ 741,23 em junho, R$ 750,22 em maio, R$ 752,04 em fevereiro e R$ 754,98 em janeiro. 

Fatores – Dentre os fatores para a alta em outubro em relação a setembro, estão questões climáticas sazonais que impactaram os preços do hortifrutigranjeiros e a reoneração do óleo diesel, como adiantado pela Associação Brasileira de Supermercados.

Em outubro, as principais altas foram batata (+11,23%), cebola (+8,46%), arroz (+2,99%), carne bovina – corte traseiro – (+1,94%), açúcar refinado (+1,88%), tomate (+0,97%), extrato de tomate (+0,83%), pernil (+0,57%) e frango congelado (+0,54%).

As quedas no ano e em doze meses são influenciadas principalmente pelos preços do óleo de soja (-30,94%), do feijão (-23,12%), dos cortes bovinos do dianteiro (-12,61%) e do traseiro (-12,44%), do frango congelado (-9,55%), do leite longa vida (-6,10%).

Os preços caíram de R$ 754,98 em janeiro para R$ 705,93 em outubro, equivalente a R$ 49,05. A maior retração no mês passado foi registrada na cesta de lácteos: leite longa vida (-5,48%), queijos muçarela e prato (-1,14%), leite em pó (-0,87%), margarina cremosa (-0,60%).

Básicos Na cesta de alimentos básicos (que monitora doze produtos) também foi registrada deflação de 1,01% em outubro, ante 1,93% em setembro, -1,53% em agosto, -2,07% em julho, -1,77% em junho e queda de -0,14% em maio, após alta de 0,80% em abril e deflação de 0,10% em março frente a fevereiro.

Na média nacional, caiu de R$ 299,10 em setembro para R$ 296,09 em outubro, abatimento de R$ 3,01. Custava R$ 305,00 em agosto, R$ 309,75 em julho, R$ 316,29 em junho, R$ 322,00 em maio, R$ 322,46 4m abril, R$ 319,91 em março, R$ 320,22 em fevereiro e R$ 318,35 em janeiro.

As principais quedas vieram do feijão (-4,67%), do óleo de soja (-1,77%), do café torrado e moído (-1,23%), da farinha de mandioca (-0,65%), da farinha de trigo (-0,56%). Dentre as proteínas que mantiveram a tendência de queda nos preços estão: ovos (-2,85%), carne bovina – corte do dianteiro (-0,30%).

Já as altas, foram registradas na carne bovina – corte do traseiro (+1,94%), pernil (+0,57%), frango congelado (+0,54%). Na cesta de higiene e beleza, as principais quedas foram registradas no sabonete (-0,78%), xampu (-0,08%) e as altas no papel higiênico (+0,99%) e no creme dental (+0,22%). Em limpeza, houve recuo em sabão em pó (-1,03%), detergente líquido para louças (-0,42%), água sanitária (-0,04%).

Sudeste – Na Região Sudeste, houve inflação de 0,45% na passagem de setembro para outubro , ante queda de 1,51% no período anterior. Subiu de R$ 708,73 para R$ 711,93, acréscimo de R$ 3,20. Foi o maior aumento regional, à frente do Centro-Oeste (0,27%), Norte (deflação de 0,09%), Nordeste (-0,17%) e Sul (-1,07%). Custava R$ 719,60 em agosto.

Custava R$ 733,96 em julho, R$ 745,72 em junho, R$ 754,56 em maio, R$ 755,32 em abril, R$ 755,32 em março, R$ 756,26 em fevereiro e R$ 759,81 em janeiro, segundo a pesquisa elaborada e divulgada mensalmente pela Associação Brasileira de Supermercados.

Consumo sobe 2,89% no mês
O Consumo nos Lares Brasileiros registrou alta de 2,89% em outubro de 2023 na comparação com setembro, após dois meses de crescimento na casa de 0,80% (agosto e setembro). Já na comparação com outubro do ano passado, a alta é de 0,61%. Com o resultado do mês, o indicador acumula alta de 2,64% na comparação com o mesmo período do ano passado (janeiro a outubro).

Dde acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), de janeiro a novembro foram inauguradas 573 lojas, das quais 306 são novas e 267 reinauguradas. Os principais formatos de lojas são os supermercados (185) e os atacarejos (121). 

 

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