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Sábado tem ‘Dia D’ contra a pólio  

Público-alvo são crianças menores de cinco anos; vacina estará disponível em 37 salas de vacinas de Ribeirão Preto

A vacina contra a poliomielite, que ficou nacionalmente conhecida pelo modelo de gotinhas, neste ano passa a ser aplicada apenas na forma injetável  (FL Pìton/Arquivo )

A Secretaria Municipal da Saúde promove neste sábado, 8 de junho, o “Dia D” da Campanha de Vacinação Contra a Poliomielite (paralisia infantil, a popular “pólio”) para crianças menores de cinco anos (quatro anos, onze meses e 29 dias). A imunização começou em 27 de maio e se estenderá até dia 14. Todas as crianças dessa faixa etária precisam receber uma dose da vacina contra a doença. Mesmo quem já tenha o esquema de vacinação completo. 
 
Serão abertas 37 salas de vacinas nas unidades de saúde de Ribeirão Preto, das oito horas às 16h30 para atender o público-alvo, estimado em 37 mil crianças. As menores de um ano deverão atualizar a vacina da poliomielite de acordo com o calendário de vacinação. As salas de vacina permanecerão abertas de segunda à sexta-feira em horários diferenciados.  
 
Mayra Fernanda de Oliveira, coordenadora do programa de Imunização da Secretaria Municipal da Saúde, explica que a data é importante para pais e responsáveis levarem seus filhos nos postos de vacinação para atualização da carteira de vacinação. “Não há casos de poliomielite no Brasil desde 1989, portanto, conclamamos a população a se vacinar para evitarmos problemas no futuro”, orienta. 
 
Em 2022, último ano da campanha na cidade, a vacinação ficou abaixo da meta em Ribeirão Preto. A imunização de crianças menores de cinco anos terminou na segunda-feira, 31 de outubro. Segundo dados do Programa de Imunização dos departamentos de Vigilância Epidemiológica e de Vigilância em Saúde, foram vacinadas 24.413 crianças. 
 
Número representa 63,8% da meta, estimada em 33.559. O objetivo da Secretaria Municipal da Saúde era vacinar, contra a poliomielite, pelo menos 95% deste público-alvo – a meta inicial era imunizar 34.168 indivíduos desta faixa etária. Não há casos de poliomielite no Brasil desde 1989. 
 
No Brasil, a partir deste ano, a vacina oral contra a pólio está sendo gradativamente substituída pela versão inativada e injetável do imunizante. A forma injetável é aplicada aos dois, quatro e seis meses de vida, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.  
 
Após o período de transição, que começou no primeiro semestre deste ano, crianças que completarem as três primeiras doses da vacina irão tomar apenas um reforço com a injetável aos 15 meses. A dose de reforço, até então administrada aos quatro anos, não será mais necessária. 
 
Em 2022, das 2.561.922 crianças nascidas vivas no Brasil, 243.008 estavam sem a primeira dose da vacina que protege contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil. No ano passado, de 2.423.597 crianças nascidas vivas, 152.521 crianças estavam sem a dose – uma redução de mais de 90 mil no total de crianças sem a imunização.  
 
Os dados são do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A meta do Ministério da Saúde é vacinar 95% de um total de 13 milhões de crianças na faixa etária definida. A expectativa é reduzir o número de crianças não imunizadas e o risco de reintrodução do poliovírus no Brasil. Em nota, a pasta destacou que a vacinação é a única forma de prevenção contra a doença 

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