Tribuna Ribeirão
Geral

Oferta de etanol 
cai nos postos

Algumas redes mantém preços rigorosamente iguais na cidade (Alfredo Risk) (Divulgação)

O mercado nacional de combustíveis vive uma fase de considerável diminuição da oferta de etanol. A crise provoca aumento do preço do litro do biocombustível desde as usinas até as bombas. Na última sexta-feira, 29 de agosto, o preço do álcool subiu pela sexta semana seguida nas unidades produtoras paulistas, após três quedas. 

Disparou 2,17%, após altas de 1,05%, 0,97%, 0,22% e 3,11% em agosto.

O valor do hidratado está acima de R$ 2,70, mas “encostou” nos R$ 3,90 no final de 2021. Agora, passou de R$ 2,6830 para R$ 2,7413 por litro. O aumento acumulado no mês passado chegou a 10% e na segunda-feira, 1º de setembro, já custava R$ 2,884.

Já o valor do anidro – adicionado à gasolina em até 27% – superou R$ 3,10. Avançou 1,23%, após recuo de 0,12% e altas de 0,99%, 1,95% e 2,84% em agosto.

Na sexta-feira, passou de R$ 3,0848 o litro para R$ 3,1226 em média. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP).

“Isso cria um efeito cascata. A distribuidora paga mais caro, às usinas, e repassa a diferença aos postos.

E os postos, por sua vez, pagam mais caro pelo litro de etanol e tendem a aplicar o reajuste, na mesma proporção, ao consumidor final, conforme novas remessas chegam com o valor a maior”, explica Fernando Roca, presidente da Associação Núcleo Postos Ribeirão Preto, que reúne 100 revendedores da cidade e região

Outro fator é o aumento da adição do percentual de etanol no litro de gasolina C (vendida nos postos), que, desde 1º de agosto subiu de 27% para 30% por determinação do governo federal na tentativa de conter a escalada do preço da gasolina.

“Só que o efeito desejado pelo governo não aconteceu, na prática. O preço da gasolina não caiu porque o preço do etanol, em vez de diminuir, acabou subindo. Isso se dá justamente porque a produção do biocombustível diminuiu.

Os estoques reguladores estão mais baixos. Com mais demanda e menos oferta, o preço disparou”, destaca Roca.

Ainda é preciso considerar outro fato importante: a diminuição da moagem de cana-de-açúcar na região Centro-Sul do país. Na primeira quinzena de agosto, as unidades produtoras processaram 47,63 milhões de toneladas ante a 44,03 milhões da safra 2024/2025 – aumento de 8,17%.

No acumulado da safra 2025/2026 até 16 de agosto, a moagem atingiu apenas 353,88 milhões de toneladas, ante 378,98 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo anterior – retração de 6,62% e 25,10 milhões de toneladas a menos até o momento. Os dados foram divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica)

Levantamento da SCA Brasil, publicado recentemente pela Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (Canaoeste), projeta queda de 5% na moagem da cana em relação ao ciclo anterior que processou 621,9 milhões de toneladas.

“O resultado reflete perdas de produtividade agrícola e queda na qualidade da matéria-prima, em um cenário climático instável e marcado por oscilações no rendimento. A atual safra 2025/26 do Centro-Sul caminha para ser uma das mais desafiadoras da última década.”, afirma a publicação.

“Resumindo o cenário: a atual produção de etanol não está sendo suficiente para suprir o mercado e, ao mesmo tempo, manter os estoques reguladores em níveis que consigam promover preços mais baixos para o consumidor”, diz o presidente da ANPRP, que aconselha o consumidor a pesquisar preços e abastecer em posto de confiança.

Pesquisa – Já faz duas semanas que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) não pesquisa preços em Ribeirão Preto.

Segundo o último levantamento, realizada entre 10 e 16 de agosto, o litro do etanol vendido em Ribeirão Preto custa, em média, R$ 3,97 (mínimo de R$ 3,89 e máximo de R$ 4,19). 

O da gasolina sai por R$ 6,17 (piso de R$ 5,89 e teto de R$ 6,59). O litro do diesel custa R$ 6,00 (mínimo de R$ 5,74 e máximo de R$ 6,39). A paridade estava em 64,34%. É vantajoso abastecer com álcool quando esta relação não supera 70%. A gasolina aditivada sai por R$ 6,25 (mínimo de R$ 5,89 e máximo de R$ 6,79). O litro do diesel S-10 é vendido, em média por R$ 6,11 (piso de R$ 5,69 e máximo de R$ 6,49).

BOX

Valores médios:

Ribeirão Preto 
Gasolina: R$ 6,17

Gasolina aditivada: 
R$ 6,25

Etanol: R$ 3,97

Diesel: R$ 6,00

Diesel S10: R$ 6,11

*
Período: de 10 a 
16 de agosto
Fonte: ANP

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