A Polícia Civil investiga as causas e as circunstâncias da morte de um paciente, que aconteceu no último fim de semana, dentro de uma clínica de reabilitação em Ribeirão Preto. Wildson Cardoso Felipini, de 30 anos, foi encontrado morto em um dos quartos da instituição, que fica no Jardim Paulistano, zona leste da cidade, no último sábado (27).
Os familiares alegam que foram informados de que ele tinha sofrido uma parada cardíaca, mas a certidão de óbito apontou lesões e traumas, o que, segundo a mãe da vítima, Mariselma Cardoso, levantou a suspeita de que ele possa ter sido vítima de espancamento. “Levei meu filho pra lá forte e saudável. Era só para desintoxicar e mataram meu filho. Porque fizeram isso?!”, explica a mãe.

Segundo a família, Wildson lutava contra a dependência química há um tempo e já tinha sido internado pelo menos três vezes. A última internação aconteceu no dia de natal, em 25 de dezembro, quando ele foi levado para se tratar novamente na clínica de reabilitação. O custo do tratamento era R$ 2,4 mil por mês, mas dois dias depois da internação a família recebeu a notícia da morte do rapaz. “Eu me sinto culpada por ter posto ele nessa clínica. Ele já tinha passado por lá outras vezes e se comportava. Nunca arrumou briga com ninguém”, completa a mãe.
De acordo com o boletim de ocorrência, a morte aconteceu durante a madrugada do último sábado e o laudo do IML apontou, entre as causas da morte, hemorragia, fratura de base de crânio, traumatismo cranioencefálico e edema pulmonar. A família diz que durante o reconhecimento do corpo encontrou sinais de violência e pessoas que trabalham próximo à clínica relataram terem ouvido gritos vindos da instituição no fim de semana. “No enterro a gente via que ele tinha marcas de corte na mão e nos braços. Então ele deve ter tentado se defender. Porque pela pancada na cabeça, que já deve ter gerado a fratura, gerando hemorragia, foi tirando as forças dele e ele não conseguiu se defender”, conta a cunhada, Andreza Felipini.
Ainda, segundo a família, um dos responsáveis pela clínica confirmou, em uma troca de mensagens, que Wildson teria sido espancado e morto por uma pessoa que estava no local. “A gente imaginava que isso poderia acontecer, mas na rua e não dentro de uma clínica de reabilitação, que onde a gente achava que ele poderia ficar seguro, que foi paga”, desabafa a cunhada. Agora, a mãe pede explicações e cobra punição para os responsáveis pela morte de Wildson. “Eu quero que essa clínica pague o que fez com meu filho e e eu quero uma reposta do porque mataram ele”, afirma Mariselma.
Por nota, Instituto Terapêutico Redentor afirmou que prestou os primeiros socorros sem sucesso e acionou a polícia, que registrou boletim de ocorrência, acionou a perícia e liberou o corpo para avaliação no IML. A clinica disse também que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos. Já a Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto informou que a clínica possui licença para funcionar e que não tinha registro de outras ocorrências contra a instituição. Ainda, segundo a pasta, mais informações serão levantadas pelas autoridades locais.






