Por: Adalberto Luque
A criança de três anos, que pode ter sido vítima de abuso sexual, teve guarda provisória destinada a seu pai biológico. Ela estava em um lar de acolhimento, desde que a mãe e o padrasto, suspeitos do abuso, foram presos, em 10 de dezembro do ano passado.
Leilane Vitória Oliva Coelho, mãe da criança, e seu companheiro Andrey Gabriel Eduardo Bento Zancarli, foram presos após um amante de Leilane ter denunciado o suposto abuso sexual. Segundo o denunciante, ele e a mãe da criança tinham um caso extraconjungal.
Ele teve acesso ao celular da amante e disse ter visto vídeos e mensagens com conteúdo que indicava estarem abusando da criança. A suspeita é que o casal dopava a menina antes dos abusos que, supostamente, eram filmados.
Os dois foram presos no dia 10 de dezembro. Andrey foi encontrado na casa de Leilane. Estava com a enteada, de três anos, e sua filha com a mulher, um bebê de três meses. As crianças foram encaminhadas, pelo Conselho Tutelar, a um lar de acolhimento.

Leilane estava no trabalho, onde foi presa. O casal foi levado para a Delegacia de Defesa da Mulher, em Ribeirão Preto, onde foram autuados em flagrante. Após audiência de custódia, seguiram para unidades prisionais onde aguardam à disposição da Justiça. As investigações correm em sigilo. A reportagem não localizou a defesa dos envolvidos.
Guarda provisória.
Segundo a advogada Beatriz Moreno, o pai biológico da criança obteve a guarda provisória. O homem mora na cidade de Paranapanema, distante 315 km de Ribeirão Preto, na região de Avaré.
A advogada do pai da criança disse que eles tinham contato frequente. Afirmou que a criança ficou muito feliz em ir morar com o pai. As investigações prosseguem e a advogada informou que pretende pedir a guarda permanente a favor do pai.

