No ano passado, Ribeirão Preto registrou 21.568 casos de dengue – além de 39.460 sob investigação –, contra 44.630 de 2024, queda de 51,67% e 23.062 ocorrências a menos. A cidade fechou 2025 com onze mortes: quatro em janeiro, outro em fevereiro, quatro em março e dois em abril, entre eles a de um menino de seis anos.
As demais vítimas são sete idosos acima de 60 anos – quatro senhoras e três senhores – e três adultos na faixa de 20 a 39 anos, dois do sexo feminino e um do masculino. Os dados são do Painel das Arboviroses da Secretaria Municipal da Saúde e foram atualizados em 7 de janeiro.
Em 2024, Ribeirão Preto registrou 26 mortes em decorrência de dengue – 14 mulheres e doze homens, o maior em pelo menos dez anos (desde 2016), 189% acima dos 17 falecimentos de 2023. No ano passado foram 15 a menos, baixa de 57,69%.
O total de 2024 também representa a maior epidemia de dengue da história considerando o número de vítimas do mosquito Aedes aegypti – transmissor da doença, das febres chikungunya e amarela na área urbana e de zika. Supera em 27,36% o recorde de 35.043 registrado em 2016.
São 9.587 a mais. Também soma 32.328 a mais que as 12.302 de 2023, aumento de 262,79%, segundo o Painel de Arboviroses da Secretaria Municipal da Saúde. Apesar de a prefeitura de Ribeirão Preto ter intensificado as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, a cidade encerrou 2025 com mais de 21.500 casos.
Ribeirão Preto registrou 16 ocorrências de dengue em dezembro do ano passado, contra 1.470 do mesmo período de 2024, queda de 98,91% e 1.454 a menos. Também recuou em comparação com os 37 de novembro, 21 abaixo e retração de 56,76%.
Até o último dia 7 a Secretaria da Saúde havia recebido 60 notificações sobre pacientes com a doença em 2026, nenhum confirmado.
Desde 2013 já são 80 óbitos por dengue no município.
Regiões – Em 2024, 16.387 tinham entre 20 e 39, outras 11.022 estavam na faixa dos 40 a 59 anos, 7.033 são do grupo entre 10 e 19 anos, 5.524 eram idosos acima de 60 anos, 3.047 crianças de 5 a 9 anos, 1.337 entre 1 e 4 anos e 280 eram bebês com menos de 1 ano de idade.
Em 2025, dos 21.568 casos de dengue confirmados em Ribeirão Preto, 8.150 têm entre 20 e 39 aos, 5.809 pacientes têm entre 40 e 59 anos, 2.846 têm mais de 60 anos, 2.850 são do grupo de 10 a 19 anos, 1.185 são crianças de 5 a 9 anos, 594 têm entre 1 e 4 anos e 134 vítimas tem menos de 1 anos.
Em 2024, a cidade registrou 13.281 casos na Zona Leste, além de 10.718 na Oeste, 8.676 na Norte, 6.609 na Sul e 5.344 na Central. No ano passado, foram 6.746 na Zona Leste, 5.079 na Oeste, 4.170 na Sul, 2.781 na Central e 2.790 na Norte de Ribeirão Preto, além de dois casos ainda sem identificação de distrito.
Em pouco mais de 16 anos, a cidade já registrou 227.063 casos de dengue. Foram contabilizadas 316 ocorrências de febre chikungunya em 2024, onze importadas. Uma pessoa morreu. No ano anterior, foram 121, sendo 107 autóctones. Foram 418 em 2025, dez importados, novo recorde, mas sem óbitos.
Casos de dengue
em Ribeirão Preto
2009 – 1.700 casos
2010 – 29.637 casos
2011 – 23.384 casos
2012 – 317 casos
2013 – 13.179 casos
2014 – 398 casos
2015 – 4.419 casos
2016 – 35.043 casos
2017 – 248 casos
2018 – 270 casos
2019 – 14.520 casos
2020 – 17.606
2021 – 360
2022 – 7.482
2023 – 12.302
2024 – 44.630
2025 – 21.568
Total desde 2009: 227.063, mas estudo da SMS aponta que o número pode ser quatro vezes superior, de 908.252

