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Groenlândia critica 
postura dos EUA

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Donald Trump reiterou seu argumento de que os EUA precisam "tomar a Groenlândia", caso contrário a Rússia ou a China o fariam em breve

Autoridade do governo da Groenlândia disse nesta terça-feira, 13 de janeiro, que é “inconcebível” a discussão lançada pelos Estados Unidos para assumir o controle de um aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e insistiu que o governo Donald Trump deve escutar os interlocutores da nação.

A ministra de Negócios e Recursos Minerais da Groenlândia, Naaja Nathanielsen, disse que o povo da Groenlândia está “muito, muito preocupado” com a retórica dos EUA.

“As pessoas não estão dormindo, as crianças estão com medo, e isso ocupa todos os pensamentos atualmente. E nós realmente não conseguimos entender”, disse Nathanielsen em uma reunião com legisladores no Parlamento britânico.

Nathanielsen afirmou que os groenlandeses entendem que os EUA veem a Groenlândia como parte de sua esfera de segurança nacional. “Nós entendemos. Queremos trabalhar com isso”, disse ela, acrescentando que “entendemos a necessidade de aumentar o monitoramento no Ártico como consequência da crescente insegurança geopolítica”.

Nathanielsen disse que a Groenlândia entende a necessidade de “mudar as coisas, fazer com que elas sejam diferentes… Mas acreditamos que isso pode ser feito sem o uso da força”. Ela disse que “é simplesmente incompreensível” que a Groenlândia possa estar enfrentando a perspectiva de ser vendida ou anexada

Anteriormente, um funcionário do governo dinamarquês confirmou que a Dinamarca prestou apoio às forças americanas no Atlântico Oriental na semana passada, quando estas interceptaram um petroleiro por violação das sanções americanas.

O funcionário, que não estava autorizado a comentar publicamente sobre o assunto delicado e falou sob condição de anonimato, recusou-se a fornecer detalhes sobre o que o apoio envolveu.

A interceptação dos EUA no Atlântico encerrou uma perseguição de semanas ao petroleiro, que começou no Mar do Caribe, quando os EUA impuseram um bloqueio nas águas da Venezuela com o objetivo de capturar embarcações sancionadas que entravam e saíam do país sul-americano.

A Casa Branca e o Pentágono não responderam imediatamente aos pedidos de comentários. O apoio dinamarquês à operação dos EUA foi noticiado pela primeira vez pela Newsmax.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, se reunirão com os ministros das Relações Exteriores da Dinamarca e da Groenlândia nesta quarta-feira (14) na Casa Branca para discutir o interesse de Trump em adquirir a Groenlândia, de acordo com um funcionário dos EUA e duas fontes familiarizadas com os planos que falaram sob condição de anonimato porque a reunião ainda não foi anunciada formalmente.

O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, disse anteriormente que Vance organizaria uma reunião com ele e Vivian Motzfeldt e Rubio.

Em uma coletiva de imprensa conjunta com a primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen em Copenhague, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, reiterou que a Groenlândia não está à venda, informou a mídia dinamarquesa.

Segundo ele, a Groenlândia não quer ser propriedade ou governada pelos EUA. Frederiksen também destacou a disposição da Dinamarca em investir na segurança do Ártico.

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, recusou-se a se envolver na disputa, insistindo que não era seu papel se envolver. Ele disse que a organização militar de 32 nações deve se concentrar em fornecer segurança na região do Ártico, que inclui a Groenlândia. “Quando se trata da proteção do Extremo Norte, esse é o meu papel.”

As tensões aumentaram este mês, com Trump e seu governo pressionando a questão e a Casa Branca considerando uma série de opções, incluindo o uso da força militar, para adquirir a Groenlândia. Trump reiterou seu argumento de que os EUA precisam “tomar a Groenlândia”, caso contrário a Rússia ou a China o fariam, em comentários a bordo do Air Force One no último domingo (11).

Uma delegação bipartidária do Congresso dos EUA está indo para Copenhague para reuniões na sexta-feira (16) e no sábado (17), em uma tentativa de mostrar unidade entre os Estados Unidos e a Dinamarca.

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