Tribuna Ribeirão
Economia

Feriados tiram R$ 17 bi do comércio


Jefferson Rudy/Agência Senado
Dentre as atividades analisadas, farmácias e perfumarias devem apresentar a maior alta proporcional nas perdas: de 15,8%, alcançando R$ 2,3 bilhões

Com mais feriados em dias úteis, Comércio paulista deve deixar de faturar R$ 17 bilhões em 2026; FecomercioSP estima alta de 13,9% no volume de perdas em comparação com 2025

O comércio do Estado de São Paulo deixará de faturar R$ 17 bilhões em razão dos feriados e das chamadas “pontes” em 2026, de acordo com estimativa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) divulgada nesta segunda-feira, 19 de janeiro.

O maior número de pausas em dias comerciais em relação aos R$14,9 bilhões de 2025 provocará um resultado 13,9% maior – o equivalente a R$ 2,1 bilhões a mais em perdas. No ano anterior, foram nove feriados em dias úteis e cinco pontes, enquanto em 2026 serão, respectivamente, doze e quatro.

A FecomercioSP projeta que o faturamento do varejo no ano passado fique na casa dos R$ 1,5 trilhão. Se isso se confirmar, o montante de perdas estimado com os feriados representaria 1,1% da receita anual, revelando um impacto relativamente pequeno, apesar de não desprezível, para o setor.

Farmácias e supermercados – Dentre as atividades analisadas pela federação, farmácias e perfumarias devem apresentar a maior alta proporcional nas perdas: de 15,8%, alcançando R$ 2,3 bilhões. Na sequência, aparecem os supermercados, com elevação de 15% e cerca de R$ 8,2 bilhões a menos em faturamento – o maior volume absoluto de perdas, equivalente a 48,4% do total.

O grupo de outras atividades, no qual predomina o comércio de combustíveis, deve concentrar um quarto das perdas, totalizando R$ 4,2 bilhões – alta de 11,1%. A expectativa é que as lojas de vestuário, tecidos e calçados deixem de faturar quase R$ 2 bilhões, alta de 14,9% em relação ao ano passado. Enquanto isso, as lojas de móveis e decoração devem registrar perdas de R$ 280 milhões, alta de 5,8% na mesma base de comparação.

O estudo considerou as seguintes datas: Confraternização Universal, Carnaval, Paixão de Cristo, Tiradentes, Dia do Trabalho, Corpus Christi, Independência, Nossa Senhora Aparecida, Finados, Consciência Negra e Natal.

Parcerias – Para os comerciantes que terão redução do consumo ou ficarão fechados, a principal orientação é criar estratégias para conseguir atingir a meta de faturamento do mês em outros dias. Nesse sentido, fazer parcerias e explorar os canais digitais podem ajudar. Uma opção é atrelar a venda a um benefício no setor de serviços.

Isto é, o consumidor compra um produto e ganha uma atração (cinema, parque, restaurante etc.) no feriado. O e-commerce, por estar disponível 24 horas por dia – e ao possibilitar a compra por clientes de outras regiões –, também é uma ótima ferramenta para reduzir os prejuízos. Outra possibilidade é oferecer descontos mais agressivos nos dias que antecedem o feriado.

Turismo – Se, por um lado, o comerciante pode encontrar mais dificuldades para vender produtos nos feriados, por outro, o setor de turismo tende a se beneficiar da data. Isso acontece porque municípios com vocação turística tendem a observar um aumento no fluxo de pessoas. Além disso, as famílias costumam gastar mais com as atividades dos Serviços, como transporte, bares e restaurantes.

VEJA TAMBÉM

Cesta básica cai em todas as capitais do país no 2º semestre de 2025

Redacao 5


Fisco volta a combater fake news sobre taxação do Pix

Redacao 5

Ibovespa vai a 165 mil 
pontos e bate recorde

Redacao 5

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Política de Privacidade

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com