Por: Adalberto Luque
Eliene de Santana Maia, de 33 anos, que foi atropelada com o filho Guilherme da Silva Maia, de 6 anos, recebeu alta do Hospital das Clínica – Unidade de Emergência (HC-UE), onde estava internada desde 1º de janeiro, dia do atropelamento. Seu filho Guilherme morreu no dia 4 de janeiro.
Eliene deixou o hospital de cadeira de rodas na tarde desta segunda-feira (19) e seguiu com o marido para a Rodoviária de Ribeirão Preto. Ela está se mudando para a zona Leste da Capital, onde vai morar, junto com a cunhada, que vai ajudá-la na recuperação.
Ela, o filho e o marido tinham vindo de São Paulo para Ribeirão Preto há cerca de um ano, à procura de uma vida melhor. Mas, após a tragédia, com a necessidade do marido de trabalhar, os dois acharam melhor que ela fosse morar na Capital.

O casal seguiu até a Rodoviária, mas acabaram perdendo o ônibus que Eliene embarcaria. O marido conseguiu remarcar a passagem e ela seguiu viagem no final da tarde de segunda-feira.
Ela disse que se lembra pouco do acidente, apenas de um carro vindo em alta velocidade na direção dos dois. Eliene passou por duas cirurgias e ainda não sabe se voltará a andar, mas disse que a recuperação será longa, de acordo com os médicos que a trataram.
Relembre o caso
Guilherme e sua mãe seguiam pela rua Professor Felisberto Almada, ao lado da Rodovia José Fregonesi (SP-328), em Bonfim Paulista. Eles seguiam até uma farmácia próxima ao local. Uma câmera de segurança registrou o atropelamento. O carro, conduzido pelo músico Gustavo Perissoto de Oliveira, de 25 anos saiu da pista e atingiu mãe e filho no acostamento.

O motorista seguiu sem parar para prestar socorro. A defesa alega que ele não teria visto que atropelou duas pessoas, pois se distraiu mexendo na central multimídia do carro, que era alugado. Também disse que o condutor não ingeriu bebidas alcóolicas antes do acidente, se apresentou assim que soube que atropelou duas pessoas – o motorista acreditava ter colidido o carro contra a defensa metálica – e está colaborando com as investigações.
Mãe e filho foram socorridos em estado grave e levados para o Hospital das Clínicas – Unidade de Emergência. Guilherme ficou internado na UTI pediátrica, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 4 de janeiro, sendo sepultado no dia 5, no Cemitério de Bonfim Paulista. O delegado Ariovaldo Torrieri, responsável pelas apurações, segue com as investigações e interrogando testemunhas.

