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Futuro de Bigodini segue indefinido

Max Gallão Mesquita
 Bigodini afastado do cargo de vereador por 180 dias



Vereador foi pronunciado em novembro do ano passado pelos crimes de embriaguez ao volante, falsidade ideológica e fraude processual

A Justiça de Ribeirão Preto ainda não decidiu o futuro do vereador Roger Ronan da Silva (MDB), o Bigodini, de 33 anos, pronunciado em novembro do ano passado pela juíza Carolina Moreira Gama, da 1ª Vara Criminal. A magistrada transformou o parlamentar em réu pelos crimes de embriaguez ao volante, falsidade ideológica e fraude processual.

A juíza da 1ª Vara Criminal de Ribeirão Preto acatou a denúncia feita pelo promotor Paulo Cesar Souza Assef, do Ministério Público de São Paulo (MPSP). No dia 10 de novembro, a Câmara de Ribeirão Preto aprovou, por unanimidade, projeto de resolução do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar que impõe pena de suspensão de seis meses – 180 dias – para Bigodini, sem a remuneração de R$ 20.597,25.

Ele se envolveu em acidente de trânsito na madrugada de 28 de setembro, na avenida do Café, na Zona Oeste. A cerca de 60 quilômetros por hora, bateu em poste e derrubou um coqueiro. O processo na Câmara foi instaurado após o jornalista Rodrigo Leone da Silva impetrar pedido de cassação. 

Bigodini foi flagrado bebendo vodca, cachaça, uísque e cerveja antes de dirigir um Chevrolet Tracker a 183 km/h pelas vias da cidade, além de mentir para policiais militares. Somadas, as penas podem chegar a dez anos de prisão em caso de condenação. O casal não foi preso e acompanha o trâmite do processo em liberdade.

Segundo advogados ouvidos pelo Tribuna, o recesso de final do ano do Judiciário contribuiu para que o processo estagnasse. A recontagem dos prazos processuais e a promoção de audiências de instrução e sessões de julgamento.na Justiça de Ribeirão Preto aconteceu na quarta-feira, 21 de janeiro.

Em 1º de dezembro, o educador físico e líder comunitário Robson Vieira, de 36 anos, assumiu a vaga de Bigodini. Era o segundo suplente do MDB, mas a primeira, a advogada Maria Eugênia Biffi (MDB), a Magê, de 36 anos, assumiu o mandato parlamentar interinamente em 24 de novembro e retornou para a Secretaria de Cultura e Turismo de Ribeirão Preto no dia seguinte.

Segundo o delegado Gustavo André Alves, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) e responsável pelo indiciamento do vereador, as investigações reuniram diversas imagens de câmeras de segurança coletadas em diversos pontos por onde Bigodini e a namorada haviam passado naquela noite e madrugada que antecederam o acidente.

Eles foram a diversos bares e a Polícia Civil conseguiu levantar o que ele consumiu.  Os vídeos foram submetidos à perícia comprovam que Bigodini estava ao volante do Chevrolet Tracker cinza alugado. O rastreamento foi possível porque o carro que Bigodini dirigia era alugado e monitorado por GPS.

Alfredo Risk

Robson Vieira ocupará a cadeira de Bigodini durante o afastamento

As imagens também mostram que o vereador dirigia o carro em altíssima velocidade. À 1h32 de domingo, 28 de setembro, o carro dirigido pelo vereador Bigodini estava a 113 quilômetros por hora na avenida Presidente Vargas; à 1h52 , foi flagrado a 131 km/h na Maurílio Biagi; e às 2h06, manteve os 131 km/h na avenida Brasil.

Às 2h08, estava a 165 km/h na Rodovia Anhanguera (SP-330), onde foi visto a 183 km/h às 3h19. De volta á avenida Brasil, às 3h57 estava a 133 km/h. Às 4h29, na rua Florêncio de Abreu, dirigia a 72 km/h e passou no sinal vermelho; e, por fim, no momento do acidente na avenida do Café, estava a 66 km/h.

Segundo o mapa da Polícia Civil, que rastreou os passos do vereador e de sua namorada naquele último final de semana de setembro, antes da meia-noite de sábado (27) Bigodini havia consumido duas caipirinhas (uma de vodca e uma de cachaça) num bar da cidade.

Por volta de uma hora da madrugada de domingo, consumiu ao menos duas jack coke (mistura de uísque com coca-cola) numa casa de shows. Imagens do local mostram o vereador com andar cambaleante, sendo escorado por uma geladeira.

Ele ainda comprou três cervejas em duas lojas de conveniência de postos de combustíveis. O barbeiro e infuenciador pode perder o mandato legislativo ficar inelegível por oito anos caso seja condenado. O processo na Câmara foi instaurado após o jornalista Rodrigo Leone da Silva impetrar pedido de cassação.

Seguidores – Mesmo afastado do cargo de vereador, Bigodini manteve seus seguidores nas redes sociais.  De acordo com o levantamento feito pelo Tribuna nesta quinta-feira (22), ele continua com os 278 mil apoiadores que tinha no começo do ano. São 253 mil no instagram e 25 mil no Facebook.
No começo de mandato, em fevereiro de 2025, tinha 276 mil pessoas em suas redes sociais, duas mil a menos do que o total atual.

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