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Pedro II vai ganhar iluminação especial

Fachada do Theatro Pedro II, monumento de 1930, cartão postal e patrimônio cultural da cidade, no Quarteirão Paulista, será iluminada de roxo | Foto: Guilherme Sircili

A partir de segunda-feira (26), o Cristo de 15 metros de altura construído em 2002 e localizado na entrada da Pedreira Said e da Construtora Said, às margens do km 4 da Rodovia Antônio Machado Sant’Anna (SP-255), na zona rural de Ribeirão Preto, e a fachada do Theatro Pedro II, monumento de 1930, cartão postal e patrimônio cultural da cidade, no Quarteirão Paulista, serão iluminados de roxo em apoio à campanha nacional “Todos contra a Hanseníase”, da Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH).

A iluminação especial fica até o dia 31 de janeiro. Lançada há dez anos em Ribeirão Preto, a campanha é parceira oficial do NTD World Day (Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas), ação global de combate às doenças negligenciadas.

Palácio do Planalto já está roxo: estátua do Cristo de 15 metros na Rodovia Antônio Machado Sant’Anna (SP-255) ganhará iluminação especial | Divulgação

“A iluminação de monumentos é estratégia poderosa para ampliar a visibilidade de temas sensíveis como a hanseníase e combater o estigma”, destaca o presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia, Marco Andrey Cipriani Frade. As ações locais somam-se à inauguração da iluminação da fachada do Palácio do Planalto, que também apoia a campanha “Todos contra a Hanseníase”.

“A campanha de conscientização sobre essa doença que consta na lista mundial das negligenciadas é uma oportunidade de abraçarmos causas sociais e mostrar nossa solidariedade, como empresa e como cidadãos, a temas que pedem debate e esclarecimento” diz Isabella Said Brunelli, diretora jurídica do Grupo Said.

“O Theatro Pedro II é um espaço de cultura, mas é também espaço vivo de inclusão, educação e transformação social, por isso dialogamos permanentemente com a sociedade não apenas no palco, mas com toda nossa estrutura”, diz a presidente da Fundação Dom Pedro II, a jornalista Flavia Chiarello.

O Brasil é o segundo país com mais casos de hanseníase (atrás da Índia), porém, já é o primeiro em taxa de detecção (quantidade de novos diagnósticos a cada grupo de 100 mil habitantes. O Brasil também concentra 90% dos casos de hanseníase das Américas. A doença tem cura: é transmitida por um bacilo que agride os nervos e pode causar sequelas irreversíveis, porém, em tratamento, a transmissão é interrompida.

A Sociedade Brasileira de Hansenologia elaborou um documento de cerca de 40 páginas para as Nações Unidas listando todos os tipos de preconceito contra pessoas diagnosticadas com a doença. Especialistas da sociedade médica alertam que um dos entraves para a eliminação da hanseníase como problema de saúde pública é o preconceito.

“Muitas pessoas não aceitam o diagnóstico, crianças são afastadas da escola, profissionais perdem seus empregos e pessoas são afastadas da família, mas convivemos diariamente com inúmeras doenças sem essa carga de preconceito – pessoas em tratamento podem conviver socialmente sem risco aos contatos”, explica Cipriani Frade.

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