Por: Adalberto Luque
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) condenou Leonardo da Silva, de 20 anos, a 31 anos e seis meses de reclusão, em regime inicialmente fechado. Ele foi considerado culpado pelo latrocínio de Nilza Costa Pingoud, em 24 de julho de 2023.
O crime ocorreu na casa da mulher, que tinha 62 anos, na cidade de Barretos, a 130 km de Ribeirão Preto. O tribunal do júri, presidido foi realizado na 2ª Vara Criminal de Barretos pelo juiz Luciano de Oliveira Silva, nesta segunda-feira (26).

Os sete jurados concluíram que o jovem foi culpado pelo crime de latrocínio. No entendimento, o réu agiu com extrema frieza e requintes de crueldade contra a vítima idosa. Além disso, teria ocultado o corpo da vítima. A decisão foi em primeira instância e a defesa já recorreu.
Relembre o caso
Nilza foi morta na madrugada de 24 de julho de 2023. Segundo o delegado Rafael Faria Domingos, Leonardo morava nos fundos da casa de Nilza, no bairro Los Angeles, em Barretos, após ter sido acolhido por ela ao se apresentar como travesti.

Nilza, viúva havia quatro anos, foi encontrada morta no dia 1º de agosto de 2023, depois que vizinhos comunicaram seu desaparecimento à polícia. Um investigador localizou o corpo enterrado no jardim da residência.
As investigações identificaram como suspeito Leonardo Silva, que se apresentava como sobrinho da vítima e dizia ser morador de Planura, no Triângulo Mineiro. Ele foi preso em 3 de agosto, em um posto de combustível em Frutal (MG), com o celular de Nilza. A polícia apurou que o suspeito realizou movimentações financeiras com o aparelho e estava com uma motocicleta supostamente comprada após a morte da vítima, além da CNH dela.

