Tribuna Ribeirão
DestaqueSaúde

Dengue ganha tendas em UPAs

Freepik 
Mosquito Aedes aegypti: em 2026 já foram confirmados dez casos de dengue, total 99,73% inferior aos 3.695 do mesmo período do ano passado

Tendas para atendimento de pacientes com suspeitas da doença serão montadas nas Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs)

A prefeitura de Ribeirão Preto anunciou nesta quinta-feira, 29 de janeiro, medidas que serão adotadas para a prevenção e o combate à dengue na cidade. O anúncio ocorreu em coletiva de imprensa com o prefeito Ricardo Silva (PSD) e o secretário municipal de Saúde, Maurício Godinho. A principal novidade será a instalação de duas tendas e um container em três Unidades de Pronto Atendimento.

Serão instaladas na UPA Doutor Luis Atílio Losi Viana (Leste, na avenida Treze de Maio nº 353, Jardim Paulistano) e Nelson Mandela (UPA Norte, no Adelino Simioni, avenida General Euclides de Figueiredo nº 295), além de um cointâiner na Doutor João José Carneiro (UPA Oeste, no Sumarezinho, rua Teresina nº 678) para atendimento exclusivo de pacientes com suspeita da doença.

O objetivo, segundo, a prefeitura, é dividir filas com pacientes que aguardam atendimento para tratamento de outras enfermidades, algumas contagiosas que podem agravar o quadro de saúde das vítimas do mosquito Aedes aegypti – transmissor da doença, das febres chikungunya e amarela na área urbana e de zika vírus.

Na Unidade Básica Distrital de Saúde (UBDS) Doutor Marco Antônio Sahão, na rua Franco da Rocha nº 1.270, Vila Virgínia, a popular UPA Sul, não haverá mudança. “Queremos separar os pacientes de outras moléstias, doenças infectocontagiosas, da dengue”, diz o prefeito Ricardo Silva.

“Quem está com sintoma de dengue passa pela triagem da dengue, bnas UPAs Leste e Norte, na tenda. Na UPA Oeste haverá um contêiner. Na UPA Sul, temos uma estrutura predial que consegue abraçar esse modelo em ‘Y’, então lá é em uma sala mesmo que temos o atendimento”, afirma.

A exemplo do que aocnteceu no ano passado, a Secretaria Municipal de Saúde adotará novamente neste ano o modelo de atendimento chamado de “Y”. Consiste na triagem dos pacientes nos locais exclusivos, com o diagnóstico rápido de dengue, as identificações do sorotipo presente no organismo da pessoa, o nível de gravidade e a orientação médica.

Ricardo Silva também ressaltou que os meses de fevereiro e março costumam ter maior incidência de casos e, por isso, destacou a importância das medidas de combate e para atendimento às pessoas infectadas. “São meses de chuva, de calor, e o mosquitinho pode se procriar também. Então, mesmo com um cenário em que se apresenta como positivo, a Secretaria da Saúde tomou medidas importantes para que nós possamos segurar esses casos”, afirma.

No ano passado, Ribeirão Preto registrou 21.581 casos de dengue – além de 39.661 sob investigação –, contra 44.630 de 2024, queda de 51,64% e 23.049 ocorrências a menos. Até a última quarta-feira, 28 de janeiro, a Secretaria da Municipal Saúde havia recebido 814 notificações sobre pacientes com a doença em 2026, segundo o Painel de Arboviroses.

Dez casos foram confirmados, dois na região Central, dois na Zona Oeste, dois na Leste e dois na Norte, além de um na Sul e outro que ainda não tem identificação de distrito. O total de ocorrências 2026 é 99,73% inferior aos 3.695 do mesmo período do ano passado, 3.685 a menos. Nenhum óbito foi registrado neste mês, contra quatro de janeiro de 2025.

Neste ano, três vítimas do mosquito Aedes aegypti – transmissor da doença, das febres chikungunya e amarela na área urbana e de zika – são crianças de 1 a 4 anos, duas têm entre 5 e 9 anos, duas de 10 a 19 anos e duas de 20 a 39 anos, além de um idoso de 60 anos ou mais. Também já foi confirmado um caso de febre chikungunya na cidade.

A cidade fechou 2025 com onze mortes: quatro em janeiro, outro em fevereiro, quatro em março e dois em abril, entre eles a de um menino de seis anos. As demais vítimas são sete idosos acima de 60 anos – quatro senhoras e três senhores – e três adultos na faixa de 20 a 39 anos, dois do sexo feminino e um do masculino.  Em 2024, foram 26 óbitos. No ano passado ocorreram 15 a menos, baixa de 57,69%. Desde 2013 já são 80 no município.

VEJA TAMBÉM

Trocando gato por lebre

Pedro Ferro

Botafogo recebe o Palmeiras

Pedro Ferro

Estudo da USP revela hanseníase silenciosa

Pedro Ferro

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Política de Privacidade

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com