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Estupros registram recorde histórico em Ribeirão Preto

Os 239 casos de estupro registrados no a no passado representam o maior número desde que a pesquisa da SSP-SP passou a ser divulgada, em 2001 | Reprodução

Segundo as estatísticas criminais divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP/SP), as ocorrências envolvendo denúncias de estupro, em Ribeirão Preto, cresceram 35,03% no ano passado na comparação com 2024, de 177 para 239, pela primeira vez acima de 200 casos. São 62 a mais, um a cada 37 horas.

A cidade bateu o recorde da série histórica que teve início em 2001, com 47 casos acima dos 192 de 2023, aumento de 24,48%. São 25 em dezembro, contra 20 de novembro, cinco a mais e alta de 25%. Cresceu 92,31% na comparação com os 13 do décimo segundo mês de 2024, doze a mais o ano passado.

Janeiro de 2025 teve 16 casos, fevereiro 15, março 13, abril 14, maio 13 e junho, 17 ocorrências. O total de outubro (26) é o segundo maior de toda a série ao lado de julho e agosto de 2025. O maior número mensal de ocorrências da história pertence a setembro de 2024: foram 28 no período.

Dos estupros registrados no ano passado, 171 envolvem crianças ou adolescentes, que estão nos grupo dos “vulneráveis”, 71,55% do total, segundo a Secretaria de Segurança Púbica.

Segundo a SSP-SP, as ocorrências envolvendo denúncias de estupro recuaram 7,81% em 2024 em Ribeirão Preto em relação a 2023, de 192 para 177. São 15 casos a menos. A média em 2024 foi de uma denúncia a cada 49 horas (cerca de dois dias).

Os dois anos com menor quantidade e denúncias são 2005 e 2007, com 39 cada. Em 2024, foram 13 ocorrências em janeiro, mais 13 em fevereiro, 15 em março, seis em abril, 13 em maio, 19 em junho, 18 em julho, 21 em agosto, 14 em setembro, 21 em outubro, 16 em novembro e 13 em dezembro.

Em 2024, dentre os estupros registrados na cidade, 117 envolveram crianças ou adolescentes, 66,10% do total. Os 192 casos de 2023 superaram em 36,17% os 141 de 2022. São 51. A maioria das denúncias foi registrada na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

Dos 192 ataques consumados em 2023, em Ribeirão Preto, 135 envolveram crianças ou adolescentes, 70,31% do total.  Desde 8 de março, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Ribeirão Preto atende 24 horas por dia, sete dias por semana para ampliar o suporte às vítimas de violência. Está localizada na avenida Costábile Romano nº 3.230, na Ribeirânia, Zona Leste da cidade.

Homicídios O número de homicídios dolosos caiu 6,06% em 2025 em relação ao ano anterior, passando de 33 para 31, dois a menos, um a cada onze dias. É o número de vítimas de violência mais baixo desde o início da série histórica da Secretaria de Segurança Pública, que começou em 2001.

O recorde de mortes desde o início da série histórica pertence ao primeiro ano do levantamento, 2001, com 181 vítimas – mortes denunciadas em 176 boletins de ocorrência.  Em 2025, foram duas ocorrências em dezembro, contra três em novembro, queda de 33,33%, mesmo cenário em relação ao décimo segundo mês de 2024.

A cidade ainda registrou dois crimes em janeiro, nenhum assassinato em fevereiro, cinco em março, seis em abril, um em maio, três em junho, um em julho, três em agosto, dois em setembro e dois em outubro.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, houve um latrocínio em agosto – roubo seguido de morte –, o único de 2025, contra quatro do mesmo período de 2024, três a menos e euda de 75%. Foram 32 mortes violentas no ano passado na cidade.

Cadastro – A lei municipal nº 15.085/2025, que instituiu Cadastro Municipal de Pessoas Condenadas por Estupro e Assédio Sexual em Ribeirão Preto, aprovada pelos vereadores e sancionada pelo prefeito Ricardo Silva (PSD) em 6 de junho de 2025, ainda depende de regulamentação para ser implantada. A nova norma foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) de 10 de junho de 2025.

A legislação prevê a criação do Cadastro Municipal de Pessoas Condenadas por Estupro e Assédio Sexual em Ribeirão Preto. Os nomes só seriam divulgados após sentença em trânsito em julgado. Ou seja, quando não houver mais possibilidade de recursos contra a condenação pelo acusado.

Segundo o autor da proposta, o vereador Antônio Baptista Lopes Junior (PL), o Junin Dêdê, a lei tem como objetivo disponibilizar informações públicas sobre indivíduos condenados, com decisão judicial definitiva, por crimes de natureza sexual cometidos no município.

O cadastro será administrado pela Secretaria da Justiça e Cidadania (SJC), pela Guarda Metropolitana (GCM) ou por outro órgão competente designado pelo Poder Executivo. Contará com dados como nome completo do condenado, número do processo, natureza do crime, ocupação recente e situação processual.

Também será disponibilizado por meio de um portal eletrônico oficial da prefeitura, com acesso público, mas em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), respeitando o sigilo de informações sensíveis. A prefeitura não informou quando a nova lei deverá ser regulamentada.

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