Moradores de bairros como Jardim José Sampaio, Joaquim Procópio Ferraz, Alexandre Balbo e Jardim Califórnia relataram atraso na coleta de lixo
No último final semana, moradores de bairros como Jardim José Sampaio, Joaquim Procópio Ferraz e Alexandre Balbo, na Zona Norte de Ribeirão Preto, e Jardim Califórnia, na região Sul, relataram atraso na coleta dos resíduos sólidos na cidade.
A Estre Ambiental se manifestou por meio de nota. Informa que, neste momento, encontra-se em processo regular de negociação sindical, “conduzindo de forma responsável e transparente.”
“Paralelamente, tem sido registrada uma redução pontual da força de trabalho, em razão de ausências individuais, o que tem impactado, temporariamente, algumas rotas de coleta na cidade”, diz a prestadora de serviços.
“Por se tratar de serviço essencial, a empresa está priorizando áreas críticas e adotando todas as medidas legalmente possíveis para minimizar os impactos à população, mantendo-se aberta ao diálogo e à busca de soluções negociadas”, ressalta.
“A empresa reforça seu compromisso quanto a sustentabilidade do contrato e a continuidade do serviço essencial à população de Ribeirão Preto”, finaliza. A prefeitura, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Zeladoria, informa que já notificou a empresa.
“Desde o final de 2025, a administração municipal tem recebido reclamações relacionadas a atrasos na execução do serviço”, diz o comunicado. “A administração municipal ressalta que a notificação tem como objetivo garantir o cumprimento do planejamento operacional, evitar a recorrência desse tipo de ocorrência e assegurar a regularidade do serviço prestado à população.”
Em relação ao atraso registrado no último final de semana, a prestadora de serviços informou que a coleta já foi regularizada. A prefeitura prorrogou, no final de junho e por mais doze meses, o contrato com a Estre Ambiental.
A empresa é responsável pela coleta, gerenciamento e destinação de resíduos sólidos na cidade. Atualmente, o valor com correção da inflação feita em 2024 pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) é de R$ 88.981.191,59
A Estre Ambiental assumiu o serviço em junho de 2024, após a administração municipal do então prefeito Duarte Nogueira (na época no PSDB, hoje no PSD) desclassificar o Consórcio SA Ambiental, que havia vencido a licitação – pregão eletrônico – de coleta do lixo e destinação dos resíduos sólidos.
O grupo, que tem à frente a SA Gestão de Serviços Especializados Ltda., de Aracruz (ES), além da Fortnort Desenvolvimento Ambiental e Urbano Ltda., de Santos (SP); e Urban Serviços e Transportes, de Charqueadas (RS),
havia oferecido R$ 79.998.863,04 por um contrato com duração de doze meses, mas foi desclassificado em função de apresentar um plano de trabalho inexequível, segundo o governo municipal.
A Estre Ambiental assumiu a coleta. No certame havia oferecido o valor global de R$ 86.990.634,24 por um contrato de doze meses e que poderia ser prorrogado no final do período. A prorrogação foi assinada pela secretaria municipal de Infraestrutura, a quem o serviço está subordinado e valerá até 30 de junho deste ano.
A licitação foi dividida em limpeza urbana, com custo estimado de R$ 28.901.342,52, e coleta de lixo e gerenciamento e destinação de resíduos sólidos, com R$ 96.577.389,60. O valor estimado de todo o processo licitatório era de R$ 125.478.732,12, mas as empresas vencedoras apresentaram valores inferiores aos previstos em edital.
O lote da limpeza urbana – que inclui a coleta seletiva e será ampliada para um número maior de bairros – foi vencido pela Suma Brasil – Serviços Urbanos e Meio Ambiente S.A., de Belo Horizonte (MG), por R$ 20.484.540,36. Envolve varrição de ruas, avenidas, alamedas e travessas, viadutos, trincheira e túnel em Ribeirão Preto. Todos os dias, em Ribeirão Preto, são gerados cerca de 650 toneladas de resíduos sólidos urbanos

