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Casos de dengue caem 99% em RP

No ano passado, Ribeirão Preto registrou 21.583 casos de dengue | Reprodução

No ano passado, Ribeirão Preto registrou 21.583 casos de dengue – além de 39.721 sob investigação –, contra 44.630 de 2024, queda de 51,64% e 23.047 ocorrências a menos. Até a última quarta-feira, 4 de fevereiro, a Secretaria da Municipal Saúde havia recebido 1.154 notificações sobre pacientes com a doença em 2026, segundo o Painel de Arboviroses.

Dezoito casos foram confirmados (todos em janeiro), dois na região Central, dois na região Central, três na Zona Leste, três na Norte, três na Sul e quatro na Oeste, além de três que ainda não têm identificação de distrito. O total de ocorrências 2026 é 99,59% inferior aos 4.365 do mesmo período do ano passado, 4.347 a menos.

Nenhum óbito foi registrado até agora em janeiro e início de fevereiro, contra quatro do primeiro mês de 2025. Neste ano, três vítimas do mosquito Aedes aegypti – transmissor da doença, das febres chikungunya e amarela na área urbana e de zika – são crianças de 1 a 4 anos, três têm entre 5 e 9 anos, quatro de 10 a 19 anos, cinco de 20 a 39 anos, duas de 40 a 59 anos e um idoso de 60 anos ou mais.

Também já foram confirmados dois casos de febre chikungunya na cidade. A cidade fechou 2025 com onze mortes: quatro em janeiro, outro em fevereiro, quatro em março e dois em abril, entre eles a de um menino de seis anos. As demais vítimas são sete idosos acima de 60 anos – quatro senhoras e três senhores – e três adultos na faixa de 20 a 39 anos, dois do sexo feminino e um do masculino.

Em 2024, Ribeirão Preto registrou 26 mortes em decorrência de dengue – 14 mulheres e doze homens, o maior em pelo menos dez anos (desde 2016), 189% acima dos 17 falecimentos de 2023. No ano passado foram 15 a menos, baixa de 57,69%. Desde 2013 já são 80 óbitos por dengue no município.

O total de casos de 2024 também representa a maior epidemia de dengue da história considerando o número de vítimas do mosquito Aedes aegypti. Supera em 27,36% o recorde de 35.043 registrado em 2016. São 9.587 a mais. Também soma 32.328 a mais que as 12.302 de 2023, aumento de 262,79%, segundo o Painel de Arboviroses da Secretaria Municipal da Saúde.

No final de janeiro, a prefeitura de Ribeirão Preto anunciou medidas de prevenção e combate à dengue na cidade. A principal novidade é a instalação de duas tendas e um container em três Unidades de Pronto Atendimento. O objetivo é evitar que pacientes em tratamento de outras enfermidades, algumas contagiosas, dividam filas com vítimas do Aedes aegypti.

As tendas ficam na UPA Doutor Luis Atílio Losi Viana (Leste, na avenida Treze de Maio nº 353, Jardim Paulistano) e Nelson Mandela (UPA Norte, no Adelino Simioni, avenida General Euclides de Figueiredo nº 295), além de um cointâiner na Doutor João José Carneiro (UPA Oeste, no Sumarezinho, rua Teresina nº 678) para atendimento exclusivo de pacientes com suspeita da doença.

Na Unidade Básica Distrital de Saúde (UBDS) Doutor Marco Antônio Sahão, na rua Franco da Rocha nº 1.270, Vila Virgínia, a popular UPA Sul, não haverá mudança. “Queremos separar os pacientes de outras moléstias, doenças infectocontagiosas, da dengue”, diz o prefeito Ricardo Silva (PSD).

Regiões – Em 2025, dos 21.583 casos de dengue confirmados em Ribeirão Preto, 8.161 têm entre 20 e 39 aos, 5.812 pacientes têm entre 40 e 59 anos, 2.846 têm mais de 60 anos, 2.852 são do grupo de 10 a 19 anos, 1.184 são crianças de 5 a 9 anos, 594 têm entre 1 e 4 anos e 134 vítimas tem menos de 1 anos.

No ano passado, foram 6.748 casos na Zona Leste, 5.079 na Oeste, 4.170 na Sul, 2.785 na Central e 2.799 na Norte de Ribeirão Preto, além de dois casos ainda sem identificação de distrito.

Em pouco mais de 16 anos, a cidade já registrou 227.096 casos de dengue.  Foram contabilizadas 316 ocorrências de febre chikungunya em 2024, onze importadas. Uma pessoa morreu. No ano anterior, foram 121, sendo 107 autóctones. Foram 208 em 2025, cinco importados (dados revisados), sem óbitos.

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