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Polícia

Polícia analisou imagens de casal após comprar açaí

Câmeras de segurança registraram quando o casal voltou para casa após comprar produto supostamente envenenado por “chumbinho”

Adenilson e Larissa voltaram ao estabelecimento para devolver açaí que, segundo eles, estava com "gosto estranh" (Foto: Reprodução TV Clube)

Por: Adalberto Luque

A Polícia Civil obteve imagens de uma câmera de segurança que mostram a movimentação na residência de casal que teria comprado um açaí na zona Leste e homem foi internado em estado grave por suspeita de envenenamento por “chumbinho”.

Nas imagens, é possível ver o casal voltando de onde havia comprado dois copos de açaí. Adenilson Ferreira Parente, de 27 anos, e sua companheira Larissa Batista Sousa chegam de carro por volta de 16h38 do dia 5 de fevereiro. A mulher desce com os dois copos e dá um para Adenilson.

Ela entra na casa, mas ele não. Deixa o copo no chão e sai com o carro. Ela volta ao portão e apanha o copo de Adenilson, levando para dentro da casa. O companheiro volta minutos depois, mas sai mais uma vez e retorna com o irmão, que veio no carro de Adenilson.

Ele entra no carro com o irmão e saem novamente, voltando às das 18h48. Adenilson entra na casa e, às 19h00, sai com a companheira, carregando os dois copos de açaí. Eles vão até o local onde compraram e devolvem o produto, dizendo que estava com um gosto estranho.

Imagens que mostram a movimentação na residência do casal foram analisadas pela Polícia Civil (foto: Reprodução TV Clube)

Retornam para a residência. Por volta de 20h45 o irmão de Adenilson chega em um carro e outros parentes chegam em outro. O rapaz estava muito mal, sem conseguir andar. Colocam ele no carro e levam para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da 13 de Maio, onde deu entrada e, logo depois, foi transferido para o Hospital das Clínicas.

Logo que chegou, foi entubado e levado para o Centro de Terapia Intensiva (CTI), em estado grave. O irmão de Adenilson volta ao local onde os copos de açaí foram feitos e pede para devolvê-los. Contam o que aconteceu. Vão até a Central de Polícia Judiciária (CPJ) e elaboram o boletim de ocorrência, entregando os copos, que são recolhidos e encaminhados para análise no Instituto de Criminalística, em São Paulo.

A suspeita de envenenamento por chumbinho foi levantada no HC por um dos médicos. A Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) entrou no caso.

O delegado Fernando Bravo informou que já tinha um suspeito, que havia pedido mandado de prisão temporária e de busca e apreensão. Não declinou o nome do suspeito.

Na quarta-feira (11), durante entrevista coletiva, o delegado praticamente descartou que o produto tivesse sido contaminado no estabelecimento que preparou. Os donos forneceram imagens de diversos ângulos e não houve indícios de que possa ter sido contaminado na loja.

Imagens da produção e da entrega do açaí foram entregues pelo estabelecimento para auxiliar nas investigações (Foto: Divulgação)

Em conversa por aplicativo de mensagens com a equipe de produção do Jornal da Clube, Larissa disse que iria aguardar e admitiu ser a suspeita, por ser a única a estar com Adenilson na casa. O delegado, todavia, não confirmou quem é o suspeito.

A Justiça negou o pedido de prisão temporária, mas autorizou o mandado de busca e apreensão. Os policiais civis foram até a residência do casal e recolheram um pote com leite em pó, um copo de café e os celulares de Larissa e Adenilson.

Tudo foi encaminhado para o Instituto de Criminalística, na Capital, onde o material será periciado. O laudo deve sair em 60 dias. Larissa estava na casa do irmão de Adenilson, mas teria deixado o local e não se sabe onde ela estaria. A mulher é natural do Maranhão e admitiu à TV Clube que não tem muitos amigos por aqui.

A defesa de Larissa adiantou que ela aguarda a formalização do depoimento para se manifestar. Disse também que ela está à disposição da Polícia para esclarecimentos. A reportagem apurou que a Polícia Civil está reunindo novos indícios para voltar a pedir mandado de prisão temporária contra o suspeito que não teve o nome revelado.

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