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Namorada de vítima reagenda depoimento

Imagens de câmeras de segurança da loja de açaí mostram quando o casal chegou para comprar o produto e também da produção do copo solicitado | Reprodução / TV Clube

Larissa Batista Sousa, namorada do auxiliar de produção Adenilson Ferreira Parente, de 27 anos, que passou mal no dia 5 de fevereiro após consumir um copo de açaí, morango, leite condensado e amendoim triturado comprado em uma loja no Jardim Anhanguera, na Zona Leste de Ribeirão Preto, não compareceu ao depoimento marcado para quinta-feira (12), na Polícia Civil.

A advogada de defesa da namorada do auxiliar de produção, mulher, Jéssica Nozé, disse à imprensa que não teve acesso ao inquérito e, por isso, o depoimento foi reagendado para a próxima semana A suspeita da polícia é de envenenamento por “chumbinho”, mas as análises ainda não foram concluídas.

Larissa Batista também não foi localizada na casa do irmão de Adenilson Parente, onde estava hospedada. O paradeiro da mulher é desconhecido.  Ela é natural do Maranhão e já admitiu ser a suspeita alvo de investigação por parte da Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), por ser a única a estar com a vítima na casa quando o produto foi consumido, mas nega a prática de crime.

O delegado responsável pelo caso, Fernando Bravo, não revela o nome e não confirma se a mulher é suspeita. A Justiça de Ribeirão Preto negou o pedido de prisão temporária feito pelo policial, mas autorizou busca e apreensão na residência do casal.

Os policiais civis foram até a residência do casal e recolheram um pote com leite em pó, um copo de café e os celulares de Larissa Batista e Adenilson Parente. Todas as amostras foram encaminhadas para o Instituto de Criminalística, na capital, onde o material será periciado. O laudo deve sair em 60 dias.

Polícia Civil analisa imagens de câmeras de segurança que mostram a movimentação na residência do casal Adenilson Parente e Larissa Batista | Reprodução / TV Clube

A análise de câmeras de segurança e a apreensão de itens na residência do casal são consideradas cruciais para a apuração. A defesa de Larissa Batista adianta que ela aguarda a formalização do depoimento para se manifestar. Disse também que está à disposição da Polícia Civil para esclarecimentos.

A reportagem apurou que a Polícia Civil está reunindo novos indícios para pedir novamente mandado de prisão temporária contra o suspeito que não teve o nome revelado. Também analisa imagens de uma câmera de segurança para obter informações que ajudem na investigação sobre o possível caso de envenenamento por “chumbinho” após consumo de açaí.

Os vídeos mostram a movimentação na residência do casal. É possível ver os dois voltando da loja de açaí. Parente e a namorada chegam de carro por volta de 16h38 do dia 5. Larissa Batista desce com os dois copos e entrega um para o homem. Ela entra na casa, mas o rapaz não. Deixa o copo no chão e sai com o veículo.

Ela volta ao portão e apanha o copo de Adenilson Parente. O companheiro volta minutos depois, mas sai mais uma vez e retorna com o irmão. Os dois saem novamente, voltando às 18h48. O rapaz entra na casa e, às 19 horas, sai com a namorada carregando os copos de açaí.

Eles vão até a loja e devolvem o produto dizendo que estava com gosto estranho e depois retornam para a residência. Por volta de 20h45, o irmão de Adenilson Parente e outros familiares parentes chegam ao imóvel. O rapaz estava muito mal, sem conseguir andar.

Então, é levado pelos familiares para a Unidade de Pronto Atendimento Doutor Luis Atílio Losi Viana (UPA Leste), na avenida Treze de Maio, no Jardim Paulistano. Em seguida, foi transferido para o Hospital das Clínicas. Logo que chegou, foi intubado e levado para o Centro de Terapia Intensiva (CTI), em estado grave.

O irmão de Adenilson Parente voltou à loja de açaí e recuperou os copos. Ele foi até a Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde elaborou o boletim de ocorrência (BO), entregando os produtos à Polícia Civil. O material foi enviado para análise do Instituto de Criminalística, em São Paulo.

A suspeita de envenenamento por chumbinho foi levantada no HC por um dos médicos. A Deic centrou no caso. Na quarta-feira (11), durante entrevista coletiva, o delegado praticamente descartou que o produto tivesse sido contaminado no estabelecimento. Os donos forneceram imagens de diversos ângulos e não houve indícios de que possa ter sido contaminado na loja.

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