Tribuna Ribeirão
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A polarização da fé

“Daí a César o que é de César…” (Mat. 22:21)

Tarcísio Corrêa de Melo *
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Sou católico desde que me conheço por gente, nasci, cresci e vivo até hoje segundo os princípios do Evangelho de Cristo e segundo os preceitos da Igreja Católica. Fui batizado, crismado, fiz a primeira comunhão, fui coroinha e até seminarista eu já fui, portanto, me considero um autêntico católico praticante.

Aos domingos e dias santos, procuro participar das missas, muitas vezes variando de igreja para igreja, uma vez que gosto de ouvir os sermões e pregações de diferentes padres, sempre buscando nas palavras proferidas por estes pregadores um norte que venha me direcionar na busca constante de me tornar um ser humano e cristão cada dia melhor.

Às vezes, quando por algum motivo excepcional, não consigo participar da missa dominical, me valho de algumas das missas exibidas pelas TV’s, que hoje em dia são muitas, sempre buscando ouvir sacerdotes que possam me transmitir, em seus sermões, uma mensagem lastreada na Bíblia Sagrada com ensinamentos que levo para o meu dia-a-dia.

As missas na Igreja Católica, sempre seguem o mesmo ritual e formula, como era desde o início do cristianismo, porém as leituras bíblicas ali proferidas variam conforme o dia, a comemoração ou o tempo litúrgico da Igreja,e é sobre estes textos bíblicos que o padre,geralmente, discorre seu sermão.

Já ouvi sermões maravilhosos de pregadores que realmente, com sua peculiar eloquência, transmitem uma mensagem rica em conteúdo e inspiração, parecendo que as palavras que saem de suas bocas são sopradas pelo próprio Espírito Santo.

Porém, de um tempo pra cá, alguns padres, pregadores e até bispos, tem usado do púlpito das igrejas para tecer sermões e pregações que nada tem a ver com os ensinamentos de Cristo eda igreja, mas as palavras ali proferidas têm um viés indiscutivelmente político.

Os púlpitos viraram palanques onde, muitos destes pregadores, defendem suas preferências políticas, assoberbando os fiéis ouvintes de conteúdos bem alheios aos da fé que deveriam pregar.

De um lado estão os religiosos doutrinados e adeptos da tal Teologia da Libertação, amplamente difundida nos anos 60/70 por Leonardo Boff, cujo viés socialista está intrinsicamente estampado em seu DNA, e estes nem se dão conta que foi justamente esta corrente ultrarradical que perseguiu e vitimizou muitos religiosos em muitos países assolados por estes regimes de esquerda. Estes padres e pregadores destilam sua tendencias políticas, vomitando sobre os fiéis um discurso que nem de longe tem relação com a religião, fé ou o Evangelho.

Do outro lado estão os pregadores, padres sensatos e inspirados, os quais não fazem do púlpito um palanque tendencioso, mas usam deste santo espaço para pregar o que realmente é importante para o enriquecimento espiritual do rebanho, que ali está para sorver estes ensinamentos de fé,verdadeiros pastores que cumprem com maestria o papel que a eles foi confiado pela igreja.

São duas vertentes de Igreja, ambas puxando cada uma para seu lado, uma tentando incutir ideias políticas na cabeça dos fiéis; estes seriam “Os maus pastores”:indivíduos amplamente citados na Escrituras sagradas, e por outro lado “O bom pastor”, mencionado pelo próprio mestre Jesus como exemplo no zelo pelas suas ovelhas, ou seja, o rebanho do povo de Deus.

A polarização nos divide, enquanto que a verdadeira palavra de Deus deve nos unir em torno da fé, dos ensinamentos deixados pelo Messias, o qual sabiamente nos disse um dia “Daí a Cesar o que é de Cesar, e a Deus o que é de Deus” (Mat.22:21).


* Empresário, jornalista e superintendente da Distrital Sudoeste da Acirp.

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