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Jovem morto em clínica de reabilitação sofreu trauma violento

Exame necroscópico do IML aponta para trauma crânioencefálico feito por agente contundente

Laudo de IML aponta que Wildson sofreu traumatismo craniano causado por objeto contundente e investigações prosseguem (Foto: Arquivo Familiar)

O Instituto Médico Legal (IML) concluiu o laudo do exame necroscópico feito em Wildson Cardoso Felipini, de 30 anos. A reportagem do Tribuna teve acesso ao laudo. A conclusão foi de que o jovem sofreu um traumatismo cranioencefálico, ou seja, a morte ocorreu por um trauma na cabeça, causado por objeto contundente.

Para a família da vítima, isso comprova que ele foi agredido e morto de forma violenta na clínica em que estava internado, no Jardim Paulistano, zona Leste de Ribeirão Preto. Wildson foi encontrado morto em um dos quartos da instituição no dia 27 de dezembro.

Na ocasião, os familiares alegaram terem sido informados de que o rapaz havia sofrido uma parada cardíaca, mas ao fazer o reconhecimento do corpo e ao ver a certidão de óbito que apontou lesões e traumas, veio a suspeita do espancamento. A cunhada da vítima, Andreza Felipini, disse que, no dia do reconhecimento do corpo, o médico-legista fez questão de dizer que não havia sido infarto a causa da morte e que o corpo tinha vários sinais de violência.

O laudo não esclarece se foi ou não homicídio. Isso só será definido na investigação, que está sob responsabilidade do 8º Distrito Policial. Mas o laudo confirma que houve múltiplas lesões externas e internas, que o padrão indica trauma significativo, não há menção de causa natural e não foi apontada overdose como causa primária nesse laudo.

A família espera que, após a divulgação do laudo, justiça seja feita. “Eu me sinto culpada por ter posto ele nessa clínica. Ele já tinha passado por lá outras vezes e se comportava. Nunca arrumou briga com ninguém”, disse a mãe, na época da morte do filho. O custo do tratamento era R$ 2,4 mil por mês, mas dois dias após a internação, Wildson morreu.

Na ocasião, a Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto informou que a clínica possui licença para funcionar e não havia registro de outras ocorrências contra a instituição. A clínica informou, em dezembro, que prestou os primeiros socorros sem sucesso e acionou a polícia, que registrou boletim de ocorrência, liberando o corpo para exames no IML e se colocou à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

Através de nota, a clínica informou ainda não ter tomado conhecimento do laudo, mas garantiu já ter realizado todas as medidas cabíveis pela autoridade competente. Disse, inclusive, que o autor da agressão já prestou depoimento à polícia. A Polícia Civil prossegue com as investigações.

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