O dólar iniciou abril em queda firme no mercado local, alinhado ao comportamento global da moeda norte-americana, e fechou no menor nível desde fins de fevereiro, antes da eclosão da guerra no Irã. Novos sinais de que os Estados Unidos buscam abreviar o conflito no Oriente Médio abriram espaço para continuidade do movimento de baixa do petróleo e de recuperação dos ativos de risco observado na terça-feira (31), última sessão de março.
Pela manhã nesta quarta-feira, 1º de abril, a divisa chegou a romper o piso de R$ 5,15 e registrou mínima de R$ 5,1481, mas moderou o ritmo de queda ao longo da tarde em sintonia com o exterior. No fim da sessão, o dólar à vista recuava 0,42%, cotado a R$ 5,1566 – menor valor de fechamento desde 27 de fevereiro (R$ 5,1340), véspera dos ataques conjuntos de EUA e Israel ao Irã.
Recua 1,62% na semana, após quedas de 1,12% e 0,13% nas anteriores. A moeda fechou março em alta de 0,87%. Caiu 2,16% em fevereiro. Acumulou desvalorização de 4,40% em janeiro – a maior queda mensal desde junho de 2025, quando caiu 4,99%. Perde 6,06% em relação ao real em 2026. A divisa recuou 11,18% no ano passado, após fechar 2024 com alta de 27,34%.
O Ibovespa – índice de referência da B3 – oscilou dos 187.255,65 até os 189.130,90 pontos, tendo saído de abertura aos 187.462,68 pontos. Ao fim, marcava 187.952,91 pontos, em alta muito suavizada a 0,26%, com giro financeiro a R$ 36,7 bilhões. No primeiro trimestre, acumulou ganho de 16,35%, no que foi seu melhor desempenho desde o último de 2020.
Agora, sobe 16,65% no ano. Recuou 0,70% em março. Avança 3,52% na semana, após alta de 3,03% na passada e quedas de 0,81% e 0,95% nas anteriores. Encerrou fevereiro com alta de 4,09%, após ganho de 12,56% em janeiro. Fechou 2025 em elevação de 33,95%, melhor desempenho desde 2016 (+38,9%). Caiu 12,75% em 2024.

