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Previsões da Opep e a oferta de petróleo

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A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reafirmou sua previsão para o aumento da oferta da commodity entre os países fora da Opep+ este ano, em 600 mil barris por dia (bpd), segundo relatório mensal. De acordo com o cartel, as maiores contribuições deverão vir do Brasil, Estados Unidos, Canadá e Argentina.

Para 2027, a Opep+ também projeta alta de 600 mil bpd na oferta do petróleo fora do grupo, mantendo a estimativa do documento anterior. Como resultado, a organização espera que a produção total fora da Opep+ some 54,83 milhões de bpd em 2026 e 55,45 milhões de bpd no próximo ano.

Ainda no relatório, a Opep informa que a produção da Opep+ teve expressiva queda de 7,7 milhões de bpd em março ante fevereiro, para uma média de 35,06 milhões de bpd, de acordo com fontes secundárias, em meio à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

A Opep também reafirmou sua previsão para o crescimento da demanda global pela commodity este ano, em 1,4 milhão de barris por dia (bpd). Se confirmada a projeção, o consumo global somaria 106,53 milhões de bpd em 2026. Para 2027, também manteve a projeção de alta na demanda, em 1,3 milhão de bpd, o que traria o consumo total para 107,87 milhões de bpd.

Apenas a demanda em países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) deve registrar aumentos de 100 mil bpd neste ano e também no próximo, projeta a Opep. Fora da OCDE, a expectativa é de acréscimos de 1,3 milhão de bpd em 2026 e de 1,2 milhão de bpd em 2027.

A organização manteve sua previsão para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) global em 2026, em 3,1%, segundo relatório mensal divulgado nesta segunda-feira, 13. Para 2027, a projeção de avanço da economia global ficou igualmente inalterada, em 3,2%.

No caso do PIB dos EUA, a Opep segue prevendo acréscimos de 2,2% este ano e de 2% no próximo. Em relação ao PIB da zona do euro, o grupo continua prevendo expansão de 1,2% tanto este ano quanto em 2027. Para a China, a Opep reafirmou projeção de crescimento de 4,5% tanto em 2026 quanto no ano que vem.

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