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A corrupção de colarinho e gravata

Feres Sabino *
advogadoferessabino.wordpress.com

Ainda, sob impacto orgulhoso do encontro do Presidente Lula com o Presidente Trump, ameno, respeitoso e eficaz, preparado pela diplomacia brasileira e a diplomacia norte americana, ficou claro a importância das relações entre os pais, e assegura período de parcerias futuras. O tapete vermelho expressava o respeito ao Chefe de Estado visitante.

A lição para a escumalha política brasileira é a dignidade da representação de nosso Presidente, que reflete a defesa da soberania e a independência do país, que é contra as guerras e defensor claramente da paz, além de estar aberto a qualquer país  que queira fazer parcerias conosco, inclusive nas chamadas terras raras, sendo que para estas o Brasil não se contenta em ser mero exportador, porque deseja a transferência, para si, da tecnologia da purificação e do preparo final.

Enquanto esse evento transcorria, nos Estados Unidos, com a nossa imprensa sonegando da maneira como pode a sua importância, salientando para isso, pobre e falsamente, que a encontro foi preparado por empresário brasileiro, –enquanto esse evento transcorria –, a Polícia Federal executava ordem do Ministro  André  Mendonça do Supremo Tribunal Federal, para realizar busca e apreensão na casa e na residência do senador do Piauí, Ciro Nogueira, ministro da proa bolsonarista,  que teria recebido até, mesada de 300 e depois 500  mil  reais, para representar os interesses fraudulentos do maior Banco fraudulento do pais – o Banco Master.

Essa representação popular assalariada apresentou emenda para alterar o limite do Fundo Garantido de Crédito, que responde e paga a um Banco falido para cada credor que tenha aplicado até 250 mil reais, e a tal emenda, que não foi aprovada, elevaria tal limite para um milhão de reais.

Esse grande líder da extrema direita, ex-ministro da proa bolsonarista, há mais de dois meses tinha sido o protagonista de larga e farta reportagem do ICL – Instituto Conhecimento Liberta. A reportagem era baseada no depoimento do piloto do avião de propriedade de pessoas ligadas à organização criminosa, e que transportava polpuda sacola, endereçada ao gabinete do senador.

Qual o conceito dele nas hostes bolsonaristas? A palavra é do Flávio Bolsonaro,candidato a Presidente da República —– “ele teria todas as condições para ser candidato como meu você”. Rigorosamente, seria candidaturas de almas gêmeas, de consciência ética esvaziada!

Curiosamente, e fato grave posterior lança luz às causas da rejeição deJorge Messias pelo Senado Federal, como indicado à vaga do Supremo Tribunal Federal.

O candidato cumpriu os requisitos exigidos pela Constituição Federal, e se os cumpriu deveria ser aprovado pelo coletivo do Senado. Mas, foi rejeitado por oito votos, cantado e revelado, exatamente com tal número, pelo Presidente David Alcolumbre, senador pelo Estado do Amapá, muito antes da proclamação oficial do resultado, liderando todos que envergonham o Senado Federal. Estava eufórico. Quem ouviu seu discurso no início da sessão teve a certeza do que aconteceria, já que lembrou o episódio da designação da sessão, sem que o Presidente Lula tivesse formalizado a indicação. Essa euforia manifestada a destempo pode ser motivo de nulidade, até porque os votos declarados definem o resultado.

O motivo é que Alcolumbre se comprometeu com essa derrota, desde que não se falasse mais em CPI do Banco Master. Por quê homem de confiança e indicado por ele na Associação de Aposentados do Amapá aplicou milhões no saco sem fundo desse Banco e está preso pela Polícia Federal. Aliás, Alcolumbre matou a   CPI do INSS, quando não prorrogou o prazo de seu funcionamento, sendo ele o único que tem competência para isso, e não o STF, como desejava a escumalha política do Brasil.

A propósito, esse Banco contribuiu com dois milhões de Reais para a campanha eleitoral do governador Tarcísio, obrigado, atualmente pelo Ministério Público Eleitoral a explicar, se e como,  pessoa morta teriacontribuído para seu caixa eleitoral, e onde estão os comprovantes de vinte e cinco milhões de despesas eleitorais. Essa mesma fonte teria depositado três milhões na conta do Bolsonaro, candidato.

Por isso que é justo continuar a dizer que o Congresso acolhe também os inimigos do povo e do Brasil. É preciso desocupar muitas de suas cadeiras.

* Procurador-geral do Estado no governo de André Franco Montoro e membro da Academia Ribeirãopretana de Letras

 

 

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