Tribuna Ribeirão
Economia

Preço do diesel cai até 2,68% em Ribeirão

Marcelo Camargo/Ag.Br. Em Ribeirão Preto, o mesmo levantamento da ANP constatou que o litro do diesel comum custa R$ 7,21 e o do S10 sai por R$ 7,25 nas bombas

Dados fazem parte do monitoramento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)

O preço do óleo diesel no país registrou o quarto recuo em um período de cinco semanas. Nesse intervalo de tempo, o combustível usado majoritariamente por caminhões e ônibus acumula queda de 4,5%. No entanto, ainda está 18,9% acima do período pré-guerra no Irã, iniciada em 28 de fevereiro.

Os dados fazem parte do monitoramento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão do governo que regula o setor no país. De acordo com o painel de preços de revenda da agência, na semana de 3 a 9 de maio o litro do diesel S10 teve preço médio de revenda de R$ 7,24.

Em Ribeirão Preto, o mesmo levantamento da ANP constatou que o litro do diesel comum custa R$ 7,21 (mínimo de R$ 6,59 e máximo de R$ 7,99). Era vendido por R$ 7,30 (piso de R$ 6,89 e teto de R$ 7,99) na pesquisa realizada entre 26 de abril a 2 de maio.

Houve queda de 1,23 e R$ 0,09 a menos. O diesel S10 sai por R$ 7,25 (mínimo de R$ 6,89 e máximo de R$ 7,99), contra R$ 7,45 do período anterior (piso de R$ 6,99 e teto de R$ 7,99), baixa de 2,68% e R$ 0,20 a menos.
O preço do combustível é acompanhado com atenção por autoridades e pelo setor produtivo.

É o principal combustível da frota de caminhões, está diretamente ligado ao valor do frete, que se reflete no custo dos alimentos transportados. Nas últimas cinco semanas, a ANP identificou uma semana sem variação e quatro com queda no preço médio.

O preço médio do diesel S10 saiu de R$ 7,57 em 28 de março para R$ 7,28 no dia 2 de maio e a R$ 7,2r4 no último fim d semana Apesar da trajetória recente de queda, o litro do diesel ainda reflete a escalada de preços provocada pelos ataques americanos e israelenses ao Irã.

Na semana terminada em 28 de fevereiro, dia do primeiro ataque, o combustível era vendido por R$ 6,09, em média. Desde então, foram cinco semanas até alcançar o pico de R$ 7,58 na semana terminada em 11 de abril. Em relação ao diesel S500, a trajetória é semelhante ao S10 nas últimas cinco semanas, saindo de R$ 7,45 o litro para R$ 7,05, regressão de 5,37%. Na comparação com o pré-guerra, o aumento está em 17%.

A diferença entre o S10 e o S500 é o nível de emissão de poluentes. O S500 emite dez partes por milhão (ppm) de enxofre, 50 vezes mais que o S10. O S10 é o mais utilizado no país, respondendo por cerca de 70% do consumo nacional, de acordo com a ANP. Os veículos leves e pesados produzidos a partir de 2012 foram preparados para rodar com o S10.

A guerra no Irã teve reflexos como ataques a países vizinhos do Irã também produtores de petróleo e o fechamento do Estreito de Ormuz, no sul do Irã, que liga os golfos Pérsico e de Omã. Por lá, passavam antes da guerra cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural.

Com a cadeia logística em turbulência, a oferta do óleo cru e seus derivados diminuiu no mundo, levando à escalada dos preços. O barril do Brent, referência internacional de preços, saltou de US$ 70 para mais de US$ 100, atingindo picos ao redor de US$ 120.

Subvenção – A tendência de queda no preço do diesel nas últimas cinco semanas coincide com o início da subvenção do governo aos produtores e importadores de diesel. A medida é uma das ações para conter a alta de preço. Desde 1º de abril, o governo passou a oferecer uma espécie de desembolso para produtores e importadores.

Com a subvenção, o diesel produzido no país pode receber até R$ 1,12/litro de subsídio. O importado, até R$ 1,52/litro. Os agentes econômicos só recebem o benefício se repassarem o desconto à cadeia de consumo. Outra medida para segurar o preço na bomba foi a zeragem das alíquotas do PIS e da Cofins, os dois tributos federais que incidem sobre o óleo.

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