O dólar disparou na tarde desta quarta-feira (13) e superou a marca R$ 5,00 diante da perspectiva de um redesenho da corrida presidencial após reportagem do site Intercept Brasil revelar uma relação de proximidade entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Houve também desconforto com o receio de uma escalada populista do governo Lula na esteira de anúncio de nova medida para conter os preços dos combustíveis.
Com máxima de R$ 5,0130 na última hora de negócios, a moeda americana encerrou em alta de 2,31%, cotada a R$ 5,0086 – acima de R$ 4,90 após três pregões e no maior valor de fechamento desde 10 de abril. Termômetro do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, o índice DXY subia cerca de 0,20% no fim do dia, na casa dos 98,480 pontos, após máxima de 98,598 pontos.
Avança 2,34% na semana, após quedas de 1,19% e 0,91% nas anteriores.
Sobe 1,13% em sete sessões de maio. A moeda terminou março em alta de 0,87% e caiu 4,36% em abril. Cedeu 2,16% em fevereiro. Acumulou desvalorização de 4,40% em janeiro. Perde 8,75% em relação ao real em 2026. A divisa recuou 10,34% no ano passado, após fechar 2024 com alta de 27,34%.
O Ibovespa – índice de referência da B3 – fechou em queda de 1,80%, aos 177.098,29 pontos, ainda no menor nível desde 20 de março, tendo tocando mínima da sessão a 176.787,09 nesta quarta-feira. Assim, nas 19 sessões que sucederam os recordes de 14 de abril, o índice da B3 obteve ganhos em apenas cinco, encadeando a terceira perda, duas das quais de mais de 1%. O giro financeiro foi reforçado a R$ 66,4 bilhões.
Recua 3,81% na semana, após quedas de 1,71%, 1,80% e 2,55% nas anteriores. Cedeu 0,08% em abril e cai 5,46% em maio. Encerrou fevereiro com alta de 4,09%, após ganho de 12,56% em janeiro. Fechou 2025 em elevação de 33,95%, melhor desempenho desde 2016 (+38,9%). Caiu 12,75% em 2024 e sobe 9,91% em 2026, após ter chegado a 23,29% em 14 de abril.
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