Tribuna Ribeirão
Polícia

PM é denunciado por ataque à sede do PT em Ribeirão Preto

Promotoria denunciou policial militar e, caso a Justiça acate, ele pode ser condenado a até três anos de prisão

MP denunciou policial militar pelo ataque ao diretório municipal do PT (Foto: Alfredo Risk)

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou o cabo da Polícia Militar, Anderson Luís Amâncio, pelo atentado cometido contra a sede do Partido dos Trabalhadores (PT), em seu diretório de Ribeirão Preto. O ataque foi cometido na noite de 11 de abril deste ano, no diretório que está localizado à avenida Santa Luzia, Jardim Sumaré, zona Sul da cidade.

O MP apresentou a denúncia após a conclusão do inquérito da Polícia Civil que apurava o crime. No Boletim de Ocorrência (B.O.) registrado por diretores do PT, o diretório foi alvo de lançamento de artefatos incendiários contra a entrada do imóvel. A ação foi captada pelo sistema de monitoramento interno.

Laudo do Instituto de Criminalística (IC) apontou danos no vidro da fachada do imóvel, presença de garrafas quebradas com filamento de pano e material combustível, concluindo se tratar de uma espécie de coquetel molotov. O laudo também indicou que o artefato poderia ter causado um grande incêndio, pondo em risco a integridade física de pessoas, patrimônio e meio ambiente.

“Embora não tenha havido vítimas feridas, o episódio expos a risco concreto pessoas que poderiam estar no local ou em suas imediações, disse José Alfredo Carvalho é ex-vereador e atual secretário de Finanças e Planejamento do PT de Ribeirão Preto em matéria publicada pela Rede PT.

No curso das investigações, a Polícia Civil colheu depoimentos e imagens da região, identificando um veículo Ford Fiesta prata relacionado ao ataque. No relatório final, a Polícia Civil identificou e indiciou o dono do veículo Anderson Luís Amâncio por crime de incêndio. O Ministério Público, por sua vez, ofereceu denúncia de dano qualificado cometido com emprego de substância inflamável ou explosiva.

Ao fazer a denúncia à Justiça, o MP informou que o denunciado teria ido até o local conduzindo o veículo, estacionando em frente a um dos portões, posicionando-se na calçada e ateado fogo em quatro garrafas com filamento de pano e material combustível, descritas na denúncia como coquetéis molotov.

A Justiça ainda não se pronunciou se acata a denúncia do MP. Se isso ocorrer, Amâncio está sujeito a até três anos de prisão, se condenado.

José Alfredo Carvalho, afirmou que a denúncia apresentada pelo MP contra o investigado pelo ataque à sede do partido representa um avanço importante nas investigações. Segundo ele, o episódio não deve ser tratado apenas como vandalismo, mas como um caso de violência política e ataque à democracia.

Carvalho destacou que a ação com artefatos incendiários colocou pessoas em risco e atingiu um espaço de organização partidária e participação popular. Ele também defendeu rigor na apuração, responsabilização dos envolvidos e reforçou que divergências políticas devem ser resolvidas por meio do debate democrático, e não pela violência.

A reportagem não conseguiu o contato do PM denunciado. Pediu um posicionamento para a Polícia Militar e para a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, mas até a publicação da reportagem não recebeu retorno.

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