| Por: Adalberto Luque |
A influenciadora Ana Paula Ferreira, conhecida como Ana Pink, já está no regime semiaberto. A progressão ocorreu no início deste mês, quando ela foi transferida para a Penitenciária Feminina de Campinas, a 200 km de Ribeirão Preto.
Com a progressão da pena, Ana Pink poderá sair para trabalhar durante o dia, mas é obrigada a voltar para dormir no presídio no período da noite. Caso não consiga emprego, ela pode voltar ao regime fechado.
A defesa da influenciadora informou que ela está se adaptando ao novo regime e, por este motivo, ainda não tem emprego definido. Ela também pode trabalhar na própria unidade prisional, em setores como limpeza, lavanderia, cozinha ou no setor administrativo.
Outra opção é exercer atividade remunerada em oficinas ou fábricas instaladas dentro do complexo prisional por meio de parcerias público-privadas. Exemplos comuns incluem confecção de roupas e materiais hospitalares, fabricação de móveis e artesanato com empresas conveniadas à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) para trabalhos manuais, como, por exemplo, costurar bolas de futebol.
Histórico
Antes de ser presa, a influenciadora estava na Penitenciária Feminina de Ribeirão Preto. Ela voltou ao regime fechado após ser constatado que, por muitas vezes, teria descumprido as regras da prisão domiciliar.

Ana Pink conseguiu o benefício ainda em 2022, por ter filhos de até 12 anos incompletos. Pelas regras, ela só poderia sair de casa para levar e buscar os filhos na escola ou para levá-los a consultas médicas. Ela teria descumprido as regras e voltou para o regime fechado em 2025.
Até conseguir o semiaberto, a influenciadora foi punida por ser flagrada tentando entregar bilhetes aos advogados de defesa. Também conseguiu reduzir sua pena em 11 dias por estudar enquanto estava presa.
Relembre o caso
Ana Pink e seu então marido, o advogado Maiclerson Gomes da Silva, conhecido como Maick, foram presos em março de 2022, após o Ministério Público constatar que eles haviam montado um esquema milionário para lavar dinheiro.
Eles também foram acusados de fraudar empréstimos consignados em nome de pessoas, geralmente aposentados, apropriando-se dos valores e deixando a dívida para as vítimas. O casal se separou na prisão. Ambos foram condenados a 13 anos pelas fraudes e por crime de lavagem de dinheiro. Os dois recorreram da sentença.

Em abril de 2025, Maick foi beneficiado por bom comportamento e pela progressão para o cumprimento da pena em regime semiaberto, após ter cumprido três dos 13 anos a que havia sido condenado por participação em esquema de fraudes e lavagem de dinheiro.
Em outubro do ano passado, Maick foi preso novamente. Ele foi flagrado com notas falsas de dinheiro. Embora tenha alegado que havia recebido o dinheiro como honorário advocatício, voltou para o regime fechado.
No decorrer do processo, a Justiça também determinou o leilão de cinco carros de luxo e de imóveis pertencentes ao casal. Ao todo, estima-se que os leilões tenham rendido R$ 11 milhões. O dinheiro poderá, ao final do processo, ser usado para ressarcir as vítimas. Desde o início, Ana Pink e Maick negam ter praticado qualquer crime.

