O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou de alta de 0,67% em abril para elevação de 0,58% em maio, queda de 0,09 ponto percentual, nono mês seguido de inflação e a taxa mais baixa desde janeiro, quando encerrou em 0,33%. O avanço foi puxado pelos preços dos grupos Alimentação e bebidas, Habitação e Saúde e cuidados pessoais.
Considerando apenas meses de maio, a taxa foi a mais elevada desde 2021, quando fechou em 0,83%. No quinto mês 2025, a taxa tinha sido de 0,26%. Em 2026 está 0,32 ponto percentual acima. Os dados foram divulgados nesta sexta -feira, 12 de junho, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Fechou março em alta de 0,88%, fevereiro em 0,70% e janeiro de 2026 e dezembro de 2025 em elevação de 0,33%. Foi de 0,18% em novembro e de 0,09% em outubro, após registrar deflação de 0,11% em agosto e aumentos de 0,26% em julho, 0,24% em junho, 0,43% em abril e 0,16% em janeiro de 2025.
O IPCA encerrou o ano passado com alta de 4,26%, segundo o IBGE, 0,24 ponto percentual abaixo do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. A inflação acumulada não pode superar esse patamar por seis meses consecutivos. O centro é de 3,00%.
O acumulado em doze meses voltou a acelerar de 4,39% até abril para 4,72% até o mês passado, 0,22 ponto percentual acima do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. O centro da meta é de 3,0. Com isso, atingiu o maior resultado desde setembro de 2025, quando ficou em 5,17%. Estava em 4,44% até janeiro, 3,81% até fevereiro e 4,14% até março. Era de 5,32% no mesmo período de 2025, corte de 0,6 p.p. em 2026
A taxa acumulada pela inflação em cinco meses está em 3,20%, alta de 0,60 ponto percentual em relação aos 2,60% até abril. Era de 1,03% no primeiro bimestre e de 1,92% de janeiro a março. Nos primeiros 151 dias do ano passado estava em 2,75%, uma diferença de 0,45 p.p. em relação ao IPCA de 2026, segundo o IBGE.
Grupos – Sete dos nove grupos que integram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo registraram altas de preços em maio, segundo o IBGE. Apenas Transportes registraram deflação de 0,46%, após elevação de 0,06% em abril. A contribuição negativa para o IPCA do mês foi de -0,09 p.p..
Educação ficou estável (de 0,06% para 0,00%, sem impacto). Alimentação e bebidas passou de 1,34% para 1,33% em maio, impacto de 0,29 ponto percentual sobre o IPCA do mês. Habitação disparou de 0,63% para 1,22% (contribuição de 0,18 p.p.). Em Artigos de residência, baixou de 0,65% para 0,08% subiu (sem impacto).
Vestuário subiu de 0,52% para 0,62% (impacto de 0,03 p.p.). Completam a lista Comunicação (de 0,57% para 0,23%, contribuição de 0,01 p.p.), Despesas pessoais (passou de 0,35% para 0,41%, impacto de 0,04 ponto); e Saúde e cuidados pessoais (recuou de 1,16% para 0,90%, impacto e 0,12 ponto percentual).
Itens – Com variação de 1,33% e 0,29 p.p. de impacto, o grupo Alimentação e bebidas respondeu por metade do índice de maio. A alimentação no domicílio passou de 1,64% em abril para 1,65%, com influência das altas da batata-inglesa (44,69%), do tomate (20,62%), da cebola (16,80%), e das carnes (1,39%).
No lado das quedas destacam-se o café moído (-2,38%) e as frutas (-0,70%). A alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,49%, após elevação de 0,59% em abril, com o lanche saindo de 0,71% em abril para 0,49% em maio e a refeição de 0,54% para 0,51% no mesmo período. Acumula inflação de 4,81% no ano e de 3,87% em doze meses.
O grupo Habitação teve variação de 1,22% em maio devido à influência da energia elétrica residencial, que subiu 3,67% e foi o principal impacto individual no resultado do mês (0,15 p.p.), contra alta de 0,72% no período anterior. No mês passado estava vigente a bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts/hora (kWh) consumidos. Acumula inflação de 2,28% no ano e de 6,22% em doze meses.
A inflação de 0,90% em Saúde e cuidados pessoais foi motivada pelas altas dos artigos de higiene pessoal (de 1,57% em abril para 1,95%), com destaque para o perfume (4,42%, ante 1,94%), e do plano de saúde, com variação de 0,50%, contra 0,49% do mês anterior. Acumula inflação de 3,83% no ano e de 6,04% em doze meses.
O grupo dos Transportes desacelerou, registrando deflação de 0,46% em razão da queda nos combustíveis (queda de 1,95% após elevação de 1,80% em abril), com o etanol saindo de 0,62% em abril para -6,20% em maio, o óleo diesel de 4,46% para -2,34% e a gasolina, subitem com o maior impacto negativo no resultado do mês (-0,08 p.p.), de 1,86% para -1,46%.
Já o gás veicular fez o movimento inverso, com alta de 5,81% em maio após o recuo de 1,24% em abril. Ainda em Transportes, o subitem passagem aérea variou 3,20%, ante queda de 14,45% registrada em abril. Acumula inflação de 2,59% no ano e de 4,05% em doze meses.
Difusão – O índice de difusão do IPCA, que mostra o porcentual de itens com aumentos de preços, ficou em 65% em maio, mesmo resultado registrado em abril, acima de 60% desde dezembro de 2025. A difusão de itens alimentícios saiu de 67% em abril para 61% em maio. Já de itens não alimentícios passou de 64% em abril para 68% em maio.
INPC – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,65% em maio, 0,16 p.p. abaixo do resultado observado em abril (0,81%). No ano, o acumula alta de 3,36% e, na ótica dos últimos doze meses, o índice ficou em 4,42%, acima dos 4,11% dos doze meses imediatamente anteriores. Em maio de 2025, a taxa foi de 0,35%.
Os produtos alimentícios saíram de 1,37% em abril para 1,33% em maio. A variação dos não alimentícios passou de 0,63% em abril para 0,43% em maio. O INPC Mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.

