Tribuna Ribeirão
Gastronomia

Mundo comemora 
o Dia do Chocolate

Divulgação e Freepik
Nutricionista explica que chocolate, ligado a um consumo emocional, não precisa ser excluído de uma dieta balanceada e que moderação é a chave

Dia Mundial do Chocolate: consumido por mais da metade do país, iguaria não precisa ser vilão da alimentação

Celebrado nesta terça-feira, 7 de julho, o Dia Mundial do Chocolate coloca em destaque um alimento que tem presença no consumo brasileiro e que gera debate sobre os impactos para a saúde. Segundo pesquisa da empresa Nexus no ano passado, 59% dos brasileiros gostam de chocolate e 41% comem toda semana.

Em contrapartida, uma pesquisa publicada pela empresa Kantar Worldpanel mostra que, com o aumento dos preços, os brasileiros estão comprando embalagens menores, que causam menor impacto no bolso. Produtos com até 60 gramas apresentaram crescimento de 2%. 

Mesmo que o Brasil não esteja entre os maiores consumidores mundiais, o chocolate já é um item essencial na despensa dos brasileiros. Segundo dados da Kantar Worldpanel, a presença do chocolate nos lares do país passou de 85,5% em 2020 para 92,9% em 2024, enquanto a frequência de consumo semanal cresceu de 56% para 65% no mesmo período.

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (ABICAB) mostram que a produção nacional de chocolates alcançou 806 mil toneladas em 2024, mantendo o setor em um patamar elevado, apesar dos desafios enfrentados pela cadeia produtiva.

O Brasil é o quinto maior mercado e quarto maior consumidor de chocolates do mundo, com uma média de 3,9 quilos per capita/ano, mas fica atrás de países europeus como a Suíça, que consome quase nove quilos por habitante. O mercado nacional movimenta bilhões e tem o consumo concentrado principalmente no público jovem (18-24 anos), mulheres e nas classes de maior poder aquisitivo.

Chocolate ao leite detém a preferência de sabor (42%), seguido pelo amargo (30%) e o branco (20%). A barra é a preferida de 66% dos consumidores, seguida pelos bombons (38%). Cerca de 41% da população consome chocolate pelo menos uma vez por semana

Globalmente, o mercado é liderado em volume per capita por nações europeias como Estônia, Alemanha e Suíça. A produção mundial de chocolates movimenta cifras gigantescas, impulsionada por marcas globais – como o Snickers, que registra a marca de 15 milhões de barras vendidas diariamente em todo o planeta.

Atualmente, o setor no mundo todo enfrenta o desafio da disparada histórica nos preços do cacau, o que tem levado os consumidores a optar por porções menores ou indulgências alternativas

A celebração movimenta o mercado local de Ribeirão Preto. Muitas confeitarias da cidade e marcas de varejo aproveitam o dia para lançar promoções, combos especiais e programas de fidelidade, como resgate de brindes gratuitos

Apesar do excesso de alegações de que o consumo do chocolate faz mal para a saúde, a nutricionista do Grupo São Lucas de Ribeirão Preto, Patricia Oliveira, afirma que com moderação e boas escolhas do produto, é possível incluir o alimento no dia a dia de forma saudável e até mesmo benéfica. 

“Devemos ficar atentos com o excesso, principalmente das versões com maior quantidade de açúcar e gordura. O equilíbrio é sempre mais importante do que a restrição. Chocolates com mais cacau contém antioxidantes que podem beneficiar a saúde de modo geral”, diz.

“Para aproveitar essas vantagens sem exageros, pequenas porções de 20 a 30 gramas por dia, equivalente a 2 quadradinhos, costumam ser uma boa opção dentro de uma alimentação balanceada”, explica.

Por estimular substâncias ligadas ao prazer e ao bem-estar, como a serotonina e a dopamina, o chocolate se torna muitas vezes um alimento usado para conforto emocional, principalmente por estar associado a momentos agradáveis como festividades e comemorações.

Diante disso e do aumento da cultura wellness, os chocolates fits ganharam espaço nas prateleiras e nas casas dos consumidores com a promessa de ser uma opção mais saudável, mas nem sempre são de fato o que alegam. 

A nutricionista do Grupo São Lucas de Ribeirão Preto, Patricia Oliveira,

“Vale a pena conferir os ingredientes e a tabela nutricional, já que alguns produtos podem ter muita gordura ou vários aditivos. Mais importante que o rótulo é a composição do produto. Hoje, aplicativos também podem ajudar nessa escolha, avaliando a qualidade nutricional de alimentos industrializados de forma prática e acessível”, recomenda a nutricionista. 

Com escolhas inteligentes e consumo controlado priorizando hábitos saudáveis, o chocolate pode fazer parte da rotina e continuar ligado a memórias afetivas. “O segredo está no equilíbrio. Consumir pequenas porções, escolher chocolates com mais cacau e saborear com atenção já ajuda a evitar exageros. Quando a alimentação é saudável no dia a dia, ele pode fazer parte da rotina sem culpa”, conclui. 

Como surgiu o Dia Mundial do Chocolate? – O Dia Mundial do Chocolate é tradicionalmente associada à chegada do chocolate à Europa por volta de 1550. Até então, o cacau era consumido principalmente por civilizações mesoamericanas, como maias e astecas, que utilizavam a bebida em cerimônias e rituais.

Com sua introdução no continente europeu, o chocolate passou por transformações, ganhou novos ingredientes e se popularizou ao longo dos séculos, tornando-se um dos alimentos mais apreciados no mundo.

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