IPCA-15 acumula aumento de 4,52% em doze meses e 3,51% no ano de 2026; inflação mensal para julho é a mais alta desde 2023
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 – prévia da inflação oficial no país – desacelerou de 0,41 em junho para apenas 0,06% em junho, 0,35 ponto percentual inferior, após avançar 0,62% em maio, 0,89% em abril, 0,44% em março, 0,84% em fevereiro e 0,20% em janeiro. Está 0,27 p.p. abaixo do 0,33% do sétimo mês do ano passado.
Já são onze meses seguidos de inflação no país. Fechou julho de 2024 em 0,30%. A taxa é a mais baixa desde a deflação de 0,14% de agosto do nano passado. Considerando apenas meses de julho, o índice é o menor desde a queda de 0,07% em 2023, ou seja, 0,13 p.p. a mais em 2026, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, dia 28.
Com o resultado, a taxa em doze meses caiu de 4,80% até junho para 4,52% até julho, redução de 0,28 ponto percentual. Está 0,02 p.p. acima do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC), de 4,50%. O centro é de 3,00%. Em relação aos 5,30% do mesmo período de 2025, o corte chega a 0,78 p.p. Era de 4,50% até janeiro, 4,10% até fevereiro, 3,90% até março, 4,37% até abril e 4,64% até maio.
No acumulado e sete meses de 2026, avança 3,51%. Está 0,06 p.p. acima dos 3,45% até junho, e é 0,10 ponto percentual superior aos 3,40% do mesmo período do ano passado. Era de 3,02% até maio, de 2,39% até abril, de 1,49% até março e de 1,04% até fevereiro, segundo a divulgação do IBGE.
Grupos – Quatro dos nove grupos analisados registraram queda. O destaque vai para Alimentação e bebidas, com baixa de 0,66% ante alta de 0,74% em junho e impacto de -0,15 ponto percentual sobre o IPCA-15 de julho. Vestuário saiu de alta de 0,45% para deflação de 0,33%, impacto negativo de 0,02 p.p.
Educação passou de -0,02% em junho para -0,04% neste mês, sem impacto. Comunicação caiu de inflação de 0,34% para deflação de 0,02%, idem. Habitação subiu de 0,72% para 0,97%, contribuição de 0,15 ponto percentual. Saúde e cuidados pessoais registrou inflação de 0,28%, ante 0,47% no m^s anterior, impacto de 0,04 p.p..
Transportes registrou alta de 0,11%, após baixa de 0,03% em junho, impacto de 0,02 ponto percentual para o IPCA-15. Artigos de residência recuou de 0,36% para 0,19%, contribuição de 0,01 ponto. O grupo Despesas pessoais caiu de 0,34% para 0,08% (contribuição de 0,01 ponto percentual).
Alimentação – No grupo Alimentação e bebidas (-0,66%), houve redução de 1,14% na alimentação no domicílio, ante alta de 0,87% em junho, com destaque para as quedas do tomate (-19,95%), da batata-inglesa (-10,03%) e do café moído (-3,13%). No lado dos aumentos destacam-se a cebola (7,10%) e o pão francês (0,65%).
A alimentação fora do domicílio saiu de 0,40% em junho para 0,55% em julho. A refeição (0,66%) registrou variação superior à registrada no mês anterior (0,39%), enquanto o lanche desacelerou de 0,45% em junho para 0,30%, em julho.
Habitação – No grupo da Habitação, a energia elétrica residencial subiu ccc após avanço de 2,04% em junho, sendo o principal impacto individual no resultado do mês (0,12 p.p.). Neste mês vigora a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 para cada 100 quilowatts/hora (Kwh) consumidos.
Saúde – No grupo No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,28%.), o resultado foi influenciado pelos produtos de higiene pessoal (0,51%), com destaque para o subitem perfume (1,74%), e o plano de saúde, cuja variação de 0,42% ante 0,35% de junho reflete a incorporação do reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Para os planos contratados após a lei nº 9.656/98, o percentual é de até 5,11%, com vigência a partir de maio de 2025 e cujo ciclo se encerra em abril de 2026. Para os planos contratados antes da lei nº 9.656/98, os percentuais autorizados foram de 5,52% e 6,20%, a depender do plano.
Transportes – O grupo Transportes saiu de deflação de 0,03% em junho para alta de 0,11% em julho, reflexo do aumento de 11,70% da passagem aérea, que havia subido 7,24% no mês passado. Por outro lado, os combustíveis caíram 0,90%, ante retração de 1,22% no período anterior.
Todos os combustíveis apresentaram queda em julho: etanol (-2,50% após deflação de 5,30%), óleo diesel (-1,32% após redução de 1,47%), gás veicular (-0,97% após alta de 3,78%) e gasolina (-0,68% ante recuo de 0,73%).

