Lateral vive sua segunda passagem pelo Pantera e sobrevive às mudanças do futebol
Por Hugo Luque
Exemplo de longevidade no Botafogo, Patrick Brey comemorou seu centésimo jogo com a camisa tricolor, marca atingida na derrota por 1 a 0 para o Fortaleza, na última semana. Apesar do revés, o jogador de 29 anos tem motivos para comemorar: no Pantera, ele sobrevive à instabilidade do futebol brasileiro.
Revelado pelo Vila Nova, Brey passou por clubes como Cruzeiro, Coritiba, Ferroviária, Paysandu e Água Santa antes de chegar a Ribeirão Preto, por empréstimo, em 2023. O bom desempenho na temporada de estreia rendeu ao lateral-esquerdo um contrato definitivo e, após mais um bom ano em 2024, ele foi contratado pelo Novorizontino.
O ano de 2025 com a camisa aurinegra não foi fácil e, com o apoio de sua família, o atleta decidiu voltar para onde se enxerga em casa.
“Fico muito feliz e honrado. Acho que tenho 307 jogos na carreira e completei 100 pelo Botafogo. É praticamente um terço da minha carreira jogando por este clube. Fico muito feliz. Sempre fui muito bem recebido no clube, me sinto em casa, minha família ama o clube e a cidade também. É um lugar muito especial para a gente. Independentemente de quanto tempo eu fique aqui, sempre vai ter um lugar no meu coração”, destacou.
Patrick Brey conhece o Botafogo como poucos no atual elenco. Capitão e um dos nomes mais celebrados pela torcida, o lateral é o sucessor da posição de outro jogador muito identificado com o clube: Jean Victor, atualmente no Volta Redonda, que encerrou sua passagem pelo Pantera no ano passado, após 139 partidas disputadas.
Experiente e com muitos quilômetros rodados pelo Brasil, Brey sabe que é uma exceção no futebol nacional, sobretudo fora da Série A do Campeonato Brasileiro. Em um ambiente tão competitivo e imprevisível, ele finca raízes em Ribeirão e resiste às constantes reformulações no vestiário.
“É muito difícil ver, hoje, atletas completando grandes números de jogos com os times, muito porque o futebol brasileiro é muito dinâmico: muda treinador, muda diretoria. O atleta não tem muita estabilidade, é difícil. Tanto que joguei aqui dois anos, saí e voltei para completar essa marca.”
O Botafogo volta a campo neste sábado (8), às 18h30, contra o América-MG, no Santão, pela 21ª rodada da Série B.

