Trabalhadores residentes nas áreas habilitadas podem solicitar o benefício pelo Aplicativo FGTS
A Caixa Econômica Federal deu início à liberação do Saque Calamidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para trabalhadores de Ribeirão Preto afetados pelo temporal que tingiu a cidade em 24 de julho, com rajadas de vento entre 120 e 160 quilômetros por hora (km).
A solicitação pode ser realizada de forma 100% digital, por meio do Aplicativo FGTS. O saque pode ser solicitado até 23 de outubro de 2026. O pré-cadastro junto à prefeitura de Ribeirão Preto terminou no sábado (8). A liberação contempla, neste momento, os endereços constantes da primeira relação de áreas habilitadas recebida pelo banco estatal.
Novos endereços poderão ser incluídos à medida que forem encaminhadas ao banco atualizações das áreas afetadas identificadas pelo município. O Saque Calamidade pode chegar a R$ 6.220 por trabalhador, limitado ao saldo disponível na conta do FGTS e ao cumprimento dos requisitos definidos pela Caixa Econômica Federal.
Desde o início do atendimento, já foram registrados aproximadamente 700 pré-cadastros. São cerca de 600 realizados pelo portal da prefeitura e outros 100 de forma presencial, nos postos de atendimento distribuídos pela cidade. Todos os pedidos passam por uma análise técnica antes de serem encaminhados à Caixa Econômica Federal.
É necessário possuir saldo na conta do FGTS e não ter realizado saque pelo mesmo motivo em período inferior a doze meses. A solicitação é realizada de forma fácil e rápida pelo Aplicativo FGTS, opção Saques, no celular, sem a necessidade de comparecer a uma agência.
Ao registrar a solicitação, é possível indicar uma conta da CCaixa Econômica Federal, inclusive a Poupança Digital Caixa Tem, ou de outra instituição financeira para receber os valores, sem nenhum custo. O aplicativo está disponível para download gratuito nas plataformas digitais e é compatível com os sistemas operacionais Android e iOS.
Durante essa conferência, as equipes identificaram cadastros com inconsistências, fotografias incompatíveis com o endereço informado, imagens produzidas por inteligência artificial e registros que não comprovam os danos causados pelo temporal.
Essas solicitações não atendem aos critérios estabelecidos para o pré-cadastro e, por isso, não serão encaminhadas à Caixa Econômica Federal. A prefeitura reforça que somente os cadastros com documentação compatível e capaz de comprovar os danos sofridos pelo imóvel seguirão para análise da instituição financeira.
Caso sejam constatadas inconsistências nos cadastros, a prefeitura publicará, no Diário Oficial, os endereços com pendências, e os responsáveis terão um prazo para regularizar a documentação.
Na segunda fase, a Caixa Econômica Federal, após o envio dos endereços, deverá analisar e homologar as informações. Já na terceira etapa, após a homologação, o banco estatal Caixa permitirá que o trabalhador solicite o benefício pelo aplicativo FGTS.
Para isso, será necessário selecionar a opção Saque Calamidade, concluir a solicitação do benefício e acompanhar, pelo próprio aplicativo, o andamento e o resultado da análise. A Caixa é responsável por verificar se o trabalhador atende aos critérios, validar a documentação, aprovar ou indeferir o pedido, informar o resultado pelo aplicativo FGTS e liberar o recurso, quando cabível.
Quem pode solicitar – De acordo com os critérios definidos pela Caixa Econômica Federal, podem solicitar o benefício os trabalhadores que tiveram a residência atingida pelo temporal e sofreram danos no imóvel; possuem saldo disponível na conta do FGTS; e atendam às demais exigências estabelecidas para o Saque Calamidade.
Para isso, deve apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência emitido nos 120 dias anteriores ao temporal e fotografias que comprovem os danos causados ao imóvel e/ou boletim de ocorrência e/ou relatório da Secretaria Municipal de Assistência Social, quando houver.
Vendaval/temporal – A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Sustentabilidade, contabilizou, até o momento, a queda de mais de 1.500 árvores em decorrência do temporal que atingiu a cidade no último dia 24 de julho. O número é preliminar e faz parte do inventário técnico que está sendo realizado pelas equipes da secretaria para avaliar os impactos provocados pelo vendaval.
O temporal registrou rajadas de vento entre 120 km/h e 160 km/h e 21 milímetros de chuva em cerca de 20 minutos, provocando danos em todas as regiões da cidade. O evento resultou em duas vítimas fatais, 22 pessoas feridas, doze desabrigados e aproximadamente 1.800 desalojados.
Cerca de 285 mil unidades consumidoras da CPFL Paulista ficaram sem energia, 96 poços da Secretaria de Água e Esgoto (Saerp) tiveram o funcionamento comprometido, 40 escolas municipais sofreram danos e 48 unidades de atenção primária precisaram suspender temporariamente os atendimentos.
O vendaval derrubou mais de 250 postes de iluminação pública e distribuição de energia elétrica e 54 torres de transmissão. Levantamento técnico estima que serão necessários R$ 21.152.854,10 apenas para custear as ações de zeladoria na cidade.

