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A juventude vai virar o jogo!

Foto: Arquivo

José Eugenio Kaça *
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As redes sociais determinaram os resultados das eleições de 2026. As pesquisas eleitorais, com pequenas margens de erro acertaram na eleição presidencial, mas na eleição do Senado e da Câmara erraram feio. A contaminação das redes sociais pelo ódio da extrema direita elegeu o pior Congresso da história republicana. Esse ódio é como uma pandemia que cega parte da população, que segue o som da flauta do encantador, sem perceber que está indo para o abismo. Pensar dá trabalho, e com isso parte da população deixa que extremistas pensem por ela. E estes extremistas de direita que foram eleitos já começaram a mostrar suas garras. Uma parlamentar eleita por Santa Catarina, saiu às ruas de chicote nas mãos para comemorar sua vitória, e essa parlamentar só vota contra o povo, é radicalmente contra a escala 6X1. O chicote em suas mãos simboliza o ódio que nutre pelos trabalhadores.

Outro parlamentar, oriundo das forças de segurança, comparou a vitória do 01 no primeiro turno, com a ascensão do Hitler na Alemanha, para explicar a vitória parlamentar da extrema direita. Em São Paulo, a deputada estadual mais votada é radicalmente contra todos os direitos das mulheres; aborto nem pensar, diz vai lutar para derrubar as leis que permitem o aborto legal, quer acabar com o movimento feministas, que o crime de feminicídio não existe, que a mulher tem que obedecer ao homem em tudo,pela sua condição de inferioridade e submissão, que a mulher não deve votar, e com estas falas que corrói o espírito de civilidade e o consenso que deve reger a vida em sociedade recebeu quase dois milhões de voto. Essa onda de energias produzidas pelo ódio a outro ser humano vai mergulhar a sociedade num conflito permanente.

As energias da juventude, não foram direcionadas adequadamente através de uma educação básica libertadora, e com o tempo estas energias represadas encontraram nas redes sociais alento para as suas angústias e sofrimentos nas redes sociais. A educação básica tradicional nunca se preocupou em ouvir os educandos, não era participativa e nem coletiva, era individualista (e ainda é) sempre na base da imposição, e quem por qualquer motivo questionasse a figura do professor era excluído.

Com o advento das redes sociais, a meninada descobriu que podia ser ouvida, e dar a sua opinião, só que este mundo digital é mais cruel do que a realidade. Com as redes sociais surgiu a figura dos influenciadores digitais, que criam um mundo paralelo de prosperidade e riqueza – basta acreditar. A ilusão da riqueza e prosperidade imediata contaminou a juventude, que trocou a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) pelo empreendedorismo individual, que os tornará ricos instantaneamente.A educação, saúde e os problemas sociais não foram debatidos e discutidos nas campanhas eleitorais de 2026, como era normal de acontecer.

A extrema direita, através do ódio conseguiu pautar o debate, colocando o STF (Supremo Tribunal Federal) no centro das discussões políticas. Essa estratégia começou a ser planejada logo após a derrota do inominável nas eleições de 2022, pois tinham colocado na Suprema Corte o Cavalo de Tróia, que tocou o terror na Suprema Corte e interferiu diretamente no processo eleitoral, com a colaboração dos traidores da Pátria, que se refugiaram no território estadunidense pedindo punição para ministros da suprema Corte, e sanções contra o povo brasileiro. e com isso tentar eleger o 01, escondendo da população suas falcatruas e o caráter imanente de traidor da Pátria, e com isso o debate político perdeu o foco, e a população ficou sem saber qual eram as propostas dos candidatos.

O futuro político do Brasil, nos leva para um passado sombrio. Mas o jogo não está perdido. Como dizem os versos de Ivan Lins e Vitor Martins: “Desesperar jamais/ aprendemos muito nestes anos/ afinal de contas não tem cabimento entregar o jogo no primeiro tempo”. A juventude acordou e está dando as respostas nas ruas e nas redes sociais, e vai livrar a Nação desta onda de terror reacionário e entreguista. Vamos virar o jogo no segundo tempo!

* Pedagogo, líder comunitário e ex-conselheiro da Educação

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